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Um criado de Chesterton escreve...

Um criado de Chesterton escreve...

Notas...no verão

monge silésio, 07.08.14

 

Como aqui já foi dito e repetido, foco a demografia.

 

( Não, não é sério falar do BES, da D. Inércia e do Cristiano...temas atuais, mas que é mais do mesmo. O "capitalismo" português não existe, ponto. Já poucos se lembram do apoio de Ricardo Salgado ao TGV, do apoio dos Espíritos Santo às empresas (subsidiadas pelo contribuinte nacional ou europeu) que a coberto dos tiranetes locais faziam "obra", do apoio a grupos transversais aos partidos, do convívio janota com a aristocracia vergonhosa que pulula o espaço público português. É assim a instituição financeira tradicional em Portugal e com os pergaminhos que a excelência do país se mede. O resto é tempo de conversa, de alternativas como o rolar de Sísifo )

 

O país que tanto se comove com a baixa natalidade é o mesmo país que brada vivas ao Tribunal Constitucional por este manter os direitos adquiridos das gerações mais velhas.

É o país em que uma geração inteira vai pagar as suas pensões e as pensões da geração mais velha.

É o mesmo país que convive com o desemprego jovem e o com um mercado de emprego que protege os mais velhos (não é mais fácil despedir o marido que o empregado?).

É o pais em que o Estado promove o prolongamento artificial do percurso escolar de forma a quem muitas pessoas só começam a procurar o primeiro emprego aos 25-28 anos. É também o pais dos impostos progressivos, que penalizam o trabalho e a poupança, e impedem que as pessoas poupem mais e progridem mais no pico das suas capacidades, o que coincide com o período em que poderiam ter filhos.

As consequências a longo prazo (menos longo agora do que aquando este monge bradava contra o governante que falava de "geração rasca"... dizendo em canto gregoriano que "Sr. Primeiro-Ministro: veremos se cuida da sua pensão, pois sei que na minha geração será improvável")

 

Agora anda para aí uma reforma. Zero. Peanuts!

Enquanto o sacrifício, a dor e o esforço no Ocidente não forem realçados...a condenação demográfica é certa.