Domingo, 26 de Maio de 2013

 

 

Traduzo a carta que Venner deixou :

 

Estou são de corpo e alma, cheio de amor para com a minha mulher e meus filhos. Amo a vida e não espero nada para além dela, a não ser a conservação da minha raça e do meu espírito.

Portanto, na noite da minha vida, perante os imensos perigos para com minha pátria francesa e europeia, sinto-me no dever de agir enquanto ainda tenho forças. Penso ser necessário sacrificar-me para romper com a letargia que nos abate. Ofereço o que ainda resta da minha vida numa intenção de protesto e de fundação. Escolho um lugar altamente simbólico, a catedral Notre Dame de Paris que eu respeito e admiro, edificada pelo génio dos meus antepassados sobre locais de cultos mais antigos, recordando as nossas origens imemoriais.

Enquanto tantos homens são escravos das suas vidas, o meu gesto encarna uma ética da vontade.

Entrego-me à morte a fim de despertar as consciências adormecidas.

Insurjo-me contra a fatalidade. Insurjo-me contra os venenos da alma e contra os desejos individuais invasores que destroem as nossas âncoras identitárias, nomeadamente a família, alicerce íntimo da nossa civilização multimilenar. Tal como defendo a identidade de todos os povos em suas casas, insurjo-me também contra o crime que visa a substituição das nossas populações. Como o discurso dominante não pode sair das suas ambiguidades tóxicas, cabe aos europeus tirar as suas conclusões. Não havendo uma religião identitária à qual nos possamos amarrar, partilhamos desde Homero uma memória própria, repositório de todos os valores sobre os quais refundaremos o nosso futuro renascimento em ruptura com a metafísica do ilimitado, a fonte nefasta de todos os desvios modernos.

Peço antecipadamente perdão a todos aqueles a quem a minha morte fará sofrer, primeiro à minha mulher, aos meus filhos e netos, bem como aos meus amigos e seguidores. Mas, uma vez esbatido o choque e a dor, não duvido que tanto uns como outros compreenderão o sentido do meu gesto e transformarão o seu sofrimentoem orgulho. Desejoque estes se entendam para resistir. Encontrarão nos meus escritos recentes a prefiguração e a explicação do meu gesto. Para qualquer informação, podem dirigir-se ao meu editor, Pierre-Guillaume de Roux. Ele não estava informado da minha decisão, mas conhece-me há muito tempo.

 Dominique Venner



publicado por monge silésio às 22:33
Domingo, 12 de Maio de 2013

As palavras ficam sem o seu significado. Opiniões, Comentários. Muitos.

Num mundo em que o íntimo vê o seu discurso distribuído, tudo fica sem sentido ou anterior significado. A palavra do íntimo dessacralizou-se. Vendeu-se o livro “50 Sombras de Grey” em Itália, EUA, Brasil, Portugal, Espanha, França, como se vendem pipocas à porta do cinema.Ajoelhar é o verbo mais usado no livro. Levantem-se.

“Que palavras, que giros frásicos, não podem ser usados hoje em voz alta, no palco ou em letra impressa?”, diz George Steiner, apontando o ano de 1914 como o início da barbárie europeia e decadência da palavra.

O proibido da palavra já não é a "coisa em si" (um sentimento que se diz só ao pai ou à mãe,uma frase sedutora que se diz àquela e só àquela, um "fetiche", enfim coisas do quarto escuro ou do húmus de nós), é o espetáculo, a distribuição do riso, a análise "psicológica" da coisa, o "bonito" da mesma. Tudo muito líquido.

 

Noutro ponto, na esfera pública, algo ocorreu. As misturas, a crioulização das ideologias, tudo faz a confusão. 3ª via, social-democracia, socialismo democrático, liberalismo social, tudo vazios criados. Uma ilusão da pluralidade da qual Portugal é exímio: os dois partidos de governação são no texto possível a mesma coisa.

Conservadorismo, liberalismo, socialismo, comunismo, fascismo, as cinco formas de estamos na sociedade política, são desde há duas décadas  "mais ou menos", "coisinha disto e daquilo", "garoto", "pingo".

Ninguém se segura na linguagem. Muito menos na promessa ou na conjugação do verbo no futuro.

 

No microcosmos relacional, tudo procura o que se disse por detrás do que se disse. “Obrigado”, “desculpe” são ditos comuns sem que realmente haja algo para agradecer ou para desculpar. Uma “pseudo-educação” de porte mais estético do que substancial domina o espaço público. Só uma sociedade civil frágil liga às maneiras, às "boas maneiras".

 

O poder já decide algo na sexta,  e o mesmo poder diz o contrário no domingo, assim, em público. E ao domingo...nem deus descansará.

 



publicado por monge silésio às 15:08
Domingo, 12 de Maio de 2013

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Abreu Amorim, de asa caída deste a saída de Relvas, anda em busca do tal lugar como edil em Gaia.
Sabemos que a actividade política transporta implícita a total desvergonha, pelo que o inopinado ataque ao ministro das Finanças - escancarada falta de vergonha, aqui acrescida de roncante populismo - serve às maravilhas para demonstrar a falta de classe da nossa classe política.
O estrato mais baixo do artesanato político nativo encontra-se no dito "mundo autárquico".
Tendo falhado a carreira para ministeriável, Amorim fez súbita colagem ao estilo chão dos afectos de rua e, como o famigerado Emplastro, apareceu nas pantalhas para pedir a demissão do ministro Gaspar.
Amorim quer o tal lugar a todo o custo, mordendo até a mão que o alimentou.
O eleitorado é, amiúde, boçal, contraditório, desinformado, manipulável, à procura de "boas pessoas" há 35 anos, pelo que Amorim, talvez confiando em excesso na proverbial estupidez das pessoas, queira fazer crer que não é do PSD. Sorte tem o ministro Gaspar por não ter sido "eleito coisíssima nenhuma" e, assim, não fazer depender a sua vida profissional dos afectos e iras de um povo entregue às habilidades dos Amorins deste país.


publicado por monge silésio às 02:25
Sexta-feira, 10 de Maio de 2013

Lá para S. Caetano, as comadres, cheias de favores em carteira, zangaram-se com o presidente, que também é Primeiro-Ministro de Portugal. Num mundo paralelo, o mesmo sucederia no Rato, ou no Caldas.

A política verdadeira é isto: não ter dinheiro para distribuír.

E uma Sociedade inteira com vida própria.

Não temos tal Sociedade, agora ... escravos do crédito alheio.

Os estados de alma são pois irrelevantes. É treta de conversa para cabeleireiras.



publicado por monge silésio às 11:06
Quarta-feira, 08 de Maio de 2013

Estamos

numa sociedade cujas famílias  acham

que é obrigação do Estado transportar-lhes os filhos para tudo o que tenha a ver com a escola – se não fosse a crise ainda teríamos o direito ao transporte escolar para a festa de aniversário! –

...ou que se chocam muito porque se pede aos seus filhos que assinem um papel onde declaram que não têm consigo telemóveis nem qualquer outro equipamento de comunicação. 

 

Esta infantilização das crianças e dos jovens gerou uns perturbantes bebés adultos que aos 18 anos ainda vão à consulta de pediatria, pois a idade pediátrica estende-se agora até aos 18 anos, onde entre imagens de ursinhos e cegonhas recordarão as ressacas dos festivais de Verão ou as histórias em que uma aluna foi violada por cinco colegas. ou que, numa versão mais crescida, continuam a beber e a divertir-se enquanto um seu colega foi assassinado.

 

Depois do nivelamento ao homem-da-rua, chegou o momento do nivelamento ao cebecinha de vidro que pode "sentir" mal a escola.

 



publicado por monge silésio às 20:12
Terça-feira, 07 de Maio de 2013

 

 

 

 

 

«Todo o compromisso é uma servidão. Ele conduz-nos sempre a um compromisso ainda maior.» — Albert Camus, Cadernos



publicado por monge silésio às 23:54
Terça-feira, 07 de Maio de 2013

 

Há 98 anos o RMS Lusitania foi afundado por um torpedo alemão; levava mais de 1 900 passageiros, mais de uma centena de americanos...e os EUA entraram na I Guerra Mundial.

Recentemente, em 2008, descobriu-se que levava armamento, confirmando a tese alemã do lançamento de um torpedo, o que não era compatível com as duas ou três explosões.1198 civis morreram, entre os quais americanos.



publicado por monge silésio às 19:49
Quinta-feira, 02 de Maio de 2013

 

... «um novo governo dispõe de seis a nove meses para introduzir grandes mudanças. Se não aproveitar a oportunidade e não agir decisivamente nesse período, não terá outra igual. (…) Desta generalização decorre um corolário: o candidato a chefe de Estado [governo] que espera deixar uma marca tem que fazer algo mais do que ser eleito: impõe-se que tenha um programa de acção detalhado, bem definido, antes da eleição. Se esperar até depois da eleição a fim de converter uma posição política geral num programa detalhado, este só ficará pronto tarde demais para ser adoptado».

 Milton Friedman

 



publicado por monge silésio às 15:22
 
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