Sexta-feira, 30 de Novembro de 2012

http://portugaldospequeninos.blogs.sapo.pt/3313241.html



publicado por monge silésio às 12:31
Sexta-feira, 30 de Novembro de 2012



publicado por monge silésio às 12:05
Quinta-feira, 29 de Novembro de 2012

1.-

"

(...)

O Orçamento de Estado apresentado pelo Governo não contribui para a superação do modelo socialista de desenvolvimento que, mais coisa menos coisa, temos seguido nas últimas décadas e que, em minha opinião, é responsável pela circunstância de Portugal estar, pela terceira vez na sua História recente, sob intervenção externa.

A essencial superação desse modelo socialista exigia um outro Orçamento: um Orçamento que reflectisse uma consolidação orçamental pelo lado da despesa, que espelhasse alterações substanciais no modelo de Estado e reduções significativas da despesa estrutural, que iniciasse uma reforma tendente à transformação da carga fiscal em amiga das famílias e do investimento e que evidenciasse um compromisso geracional de liberalização da economia.

Por razões que não se prendem apenas com opções governativas, e que resultam também de uma pesada e insuportável herança socialista, o Orçamento hoje votado afasta-se desse caminho, verdadeiramente alternativo.

É assim um Orçamento que, não assumindo o desafio de superar o socialismo, comporta riscos adicionais e dispensáveis, tendo em conta o contexto internacional em que nos encontramos. (...) -parte da declaração de voto do deputado Adolfo Mesquita Nunes

 

2.- Ora, vamos lá começar.

10 euros / mensais por cada estudante no secundário, 7 euros / mensais para aqueles que os pais tenham rendimento líquido tributável inferior a 20 000 euros OU 5 professores despedidos nos próximos 3 anos em cada grupo de disciplinas? Ou fecho de duas urgências e três médicos para o privado...? Parece que a administração do tabefe ou da ordem para estudar...vai começar...em casa (de onde nunca devia ter saído porque o Estado marimba-se ou então forma cabeças-de-vidro).

 

3.- Há profissões que causam prejuízos incalculáveis e sob o véu da ignorância não nos recordamos; aqui sob intervenção estrangeira, milhares de sonhos destruídos, uns três centos de sobas dos portos querem treta como no passado; nos EUA, na década de 80 houve uma greve de controladores de tráfego aéreo...solução: 1. diálogo (uns 2 dias em horas para "cunbersa") 2. O Exército tomou conta do assunto. Ninguém falou mais do tema.

 

4.- Repete-se para os "peritos" da engenharia económica-que-pensam-que-a-importância-da-Europa-é-a-mesma: ler conclusões do Congresso do PC chinês.



publicado por monge silésio às 01:22
Domingo, 25 de Novembro de 2012

 

 

Um livro fácil de leitura, soberbo na narrativa.

Os momentos de tempo. Perspectivas justapostas.

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(...)

Nicolau Manuel pegou na arma e apontou-a à cabeça de Amadeu Castelo -a mão não lhe tremeu. O alfaiate não se deixou levar pelo abalo que sentiu nos rins e continuou a falar.

- Homem, não sei que trapalhadas lhe prepararam, nem por que carga de água, mas dou-lhe a minha palavra de honra que não tive nada a ver com o sucedido.

- Mas com certeza lhe deu um jeito dos diabos o caminho livre para fazer a corte à Graça.

- Isso veio depois, homem. (...)

(...)

(...) A mentira não é o pior inimigo da verdade. A dúvida é que é. É a incerteza que arruína tudo, criando buracos nos quais existe espaço para todas as verdades, possíveis e aparentes. É esta a maldição da racional mente humana e da sua dita imaginação pródiga, capaz de promover todas as possibilidades para justificar um acontecimento, mesmo os maiores devaneios. (...)"   p. 304-305

 

Ed. D. Quixote

ISBN 978- 972- 20- 4503- 2



publicado por monge silésio às 21:50
Domingo, 25 de Novembro de 2012

1.- Lembrar aqui:  http://criado-de-chesterton.blogs.sapo.pt/31968.html

 

2.- A solidariedade lusa do agora é hipocrisia barrada de pedantismo parolo.

 

3.- O Presidente da República voltou-se contra os que destruíram a agricultura, a indústria, o mar...

 

a) ....

Só a imensa crosta de ignorância pode desculpar atrevimentos e mentiras que, de tão propaladas e repetidas, servidas para apascentar mitos e agendas ideológicas contemporâneas, teimam em ferir de morte a verdade histórica. Sim, porque aqui nesta casa, estamos longe de efabulações, … de palavras sem coisas!

… aquele tropel de gravatismo sem ideias, bem me lembro,de aparente desleixado de ganga, sob o gel retocado, de meninas modeladas a “Barbies” brincando ao business, da moda das gestões e dos marketings, e do audiovisual, do desprezo pelos ofícios produtivos que acometeu uma geração inteira de meninos convertidos à pragmática do terciário colarinho branco, do ter um apartamento numa "nova urbanização", licenciada pelo tiranete local, sob trocos do empreiteiro, “amigo” das gentes locais, cometido a toda à pressa para exorcizar séculos de caminhos esburacados e estritos no dorso de mulas, da jogatana desenfreada da bolsa e dos milagres da D.ª Branca.

… lembro, sim, que essa gente cuspia na cultura, na literatura e em tudo o que nobilita um ser humano adulto afirmando, sem rebuço, que era tudo dinheiro, cor, e beleza que importava. A mim,acalantavam epítetos de reaccionário, "não és deste século"...e sempre o assumi com gosto, mas espanto da corja que me rodeava que cheirava a "desenvolvimento social-económico", vomitando postas verbais vindas de países que serviam de modelo, mas não do esforço para o conseguirem, e passavam "sorrisos" a escovar almas docentes e ministros deste País...

…E como o povo, embrutecido, iletrado e incivilizado pedia futebol, telenovelas, viagens ao Brasil e jet-7; fez-se-lhe a vontade. Um amplo consenso nacional.

…Se o Portugal do antes do cavaquismo era terceiro-mundista, acendia velas à inveja, à pinderiquice socialistóide e se comprazia em exibir mulheres de buço e o lumpen de mão estendida à caridade do Estado, os dez anos que medeiam entre 1985 e 1995 - mais o cavaquismo piegas de Guterres que se lhe seguiu - diluiram a cultura cívica, dinamitaram a respeitabilidade das forças fácticas (paróquia, polícia, mestre-escola, pessoas mais velhas, vizinho), instituíram uma cultura de direitos - ao ócio, ao consumo, ao direito ao canudo - sem exigir trabalho, compenetração, esforço. Muito daquilo que hoje se diagnostica teve a sua génese nesses anos de dourada promoção do nadaem que Portugal, subitamente bafejado pela cornucópia dos fundos germânicos, preferiu as croissanterias, os jeeps e os aparthotéis à cultura da exigência. O cavaquismo é um velho carnicão. Está lá, ainda, seja em versão socialista, seja em "social-democrática", no mesmo, porque lá fora todos sabem que é o mesmo. Mais um amplo consenso nacional...dir-me-ão. É um espinho cravado entranhado que nos vai privando, ano a ano, ao direito de sobrevivermos enquanto comunidade.

...

 

b) Um Povo que através de sucessivos consensos nacionais cai na pobreza de onde nunca saiu...pois.

 

4.- O défice anda mais longe. Com olhos de ver, ...vê algo de substancial do Estado a ser cortado? Pois. Dezenas de casas dói-dói, escolas, pólos, câmaras, roubam o valor de cada um em "prol de todos". Um povo que não sabe viver em condomínio, não pode viver em comunidade "social".

 

5.- Séculos de História desafiam outros séculos de História:  Espanha e Catalunha. A Europa é muito mais que Bruxelas. A Europa dos Povos, concreta, riquíssima em memórias e civilização enfrenta um desafio : parte do seu ócio (chamados direitos) coloca-a em depressão.

 

 



publicado por monge silésio às 13:32
Sexta-feira, 23 de Novembro de 2012

...Num centro universitário da Ásia:

 

"

 

É, na acepção literal, uma verdadeira Cidade Universitária. Nada que se compare às nossas universidades exíguas, malcheirosas, apodrecidas, grafitadas e decadentes. Nada que se compare à arrogante frieza, aos tiques e manias de falsa grandeza e falsa importância que se respira em Lisboa, no Porto, Coimbra e Évora. Tive autorização para me deslocar sem cicerones, entrar onde quisesse, visitar laboratórios, salas de aula, dormitórios, apartamentos, instalações sanitárias, bibliotecas e centros de convívio. Ali não vi um só jovem de cervejola na mão, não ouvi berros, palavrões, altercações.

Falei com sessenta ou setenta alunos em inglês, francês, espanhol e até português.

(...)

No fim do repasto, a habitual repartição dos lugares pelas viaturas disponíveis.  (...)vi professores catedráticos, alguns com vinte ou mais títulos publicados, sentando-se com a maior naturalidade nas traseiras de carrinhas descapotáveis. Esta é a juventude que está a bater aos pontos o Ocidente pateta, obnubilado e encerrado na ilusão da superioridade. Com esta gente vamos morder o pó da derrota.

                  "



publicado por monge silésio às 11:38
Quinta-feira, 22 de Novembro de 2012

...tenho como firme que a sociedade civil ainda não percebeu. Tinha dado conta da crostra de ignorância que pululava há cerca de um ano e meio. Essa ignorância tinha gravidade quando era possuída e acarinhada pela elite nacional (juristas, engenheiros, ministros).

 

...num recente encontro, dedicado ao tema das "coisinhas", vejo na plateia uma chusma de autarcas-menores, os das juntas.

 

...perante as expressões "década de 70", "padrão-ouro", "ilusão da criação", "fundos comunitários", "obra", "desindustrialização", acenavam incomodados com o "desenvolvimento das populações", "bem-estar da terra".

 

... o que foi dito foi já aqui repetido, e há duas décadas assumido, perante as hodas de universitários, elite dirigente, e colegas contra, recebendo epítetos de "radical", "neoliberal", etc.. Como se vê e se constata não são as palavras que mudam o que se vê e já era previsível. Mas enfim.

 

...olhei aquela gentinha tonta (há excepções, poucas mas há) e vi os destroços semelhantes às Ardenas no primeiro conflito mundial. Esta gente qual Maria Antonieta vai ser toda banida...

 

Exagerando e amplificando o dito, na altura, li algumas das conclusões do último Congresso do PC Chinês. Percebi que já eram pérolas ... incompreendidas.



publicado por monge silésio às 13:38
Quinta-feira, 22 de Novembro de 2012

 

 

O PIB português foi de cerca de 171 mil milhões de euros em 2011 (a descer).

 

As transferências sociais pairam pouco acima dos 25 por cento. Ou seja, assim por alto, uns 42,5 mil milhões de euros. Portanto, se retirarmos a isto 4 mil milhões de euros, e tal, ...

 

Lembram-se daqueles maduros que há um ano falavam dos gestores das EP´s? Dos BM´s?

 

Olhem para trás...não eram ridículos?

 

 



publicado por monge silésio às 13:19
Terça-feira, 20 de Novembro de 2012

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Eu concebo a filosofia, quer nas suas tarefas contemporâneas, quer numa perspetiva histórica, como um trabalho de problematização que, claro, não se deve confundir com uma qualquer ruminação hermética. E os problemas transformam-se profundamente, uns desaparecem enquanto outros aparecem, se inventam, numa atividade que define, afinal, o sentido mais preciso do que é uma problemática, que é sempre um nó de problemas em mutação. Veja o problema da justiça, ou o da igualdade, por exemplo, não há obviamente uma solução, mas há muitas respostas, de Aristóteles até John Rawls ou Amartya Sen…E é fácil multiplicar os exemplos, a liberdade, a paz e a guerra, etc., A filosofia foi sempre o saber que, na história da humanidade, mais trabalhou estes temas nucleares. "

Manuel Maria Carrilho

Aqui  http://contingenciasmmc.blogspot.pt/



publicado por monge silésio às 14:23
Quinta-feira, 15 de Novembro de 2012

A ORIGEM

 



publicado por monge silésio às 22:35
 
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