Quarta-feira, 10 de Outubro de 2012

Tudo abaixo de 50 000 euros anuais é a varrer de impostos diretos...foi a massa humana que outrora conseguimos com...dinheiro emprestado.

 

Os que recebem rendas abaixo de 150 euros (com telhados quase a caír...porque são cultores do surrealismo estético) é a varrer de impostos diretos sob aumentos de 200%. (lá para os lingras devem ser uns tipos que têm sede em Gibraltar...ou coisa que o valha, nos meados da década de 90 bem avisei alguns para verem menos cinema americano...)



publicado por monge silésio às 23:06

 

Há umas cantilenas que se ouvem dizer que são simplórias e pretendem por vezes desviar o debate.

 

1.- "Gastou demais, pois comprou casa". ERRADO.

Se não fosse a política de arrendamento social"ista" ou a anterior salazarenta...o mercado do arrendamento criaria mais ...arrendamento. Não foi assim. Bastava olhar para a legislação e perceber que só um senhorio louco punha algo seu ao serviço da ... política estalinista do "direito à habitação" e que era o pensamento maioritário e quase indiscutível (mesmo na direita paroquial) durante mais de meia dúzia de décadas!

A legislação do arrendamento havida foi a forma jurídica da inveja. Uns capitalistas do caraças teriam de suportar indefinidamente inquilinos, sob rendas baixas, sob o mito do "direito à habitação". O DL de 1990, esse de Cavaco Silva, e que toda a esquerda o denominava de liberal (pois permitiu o arrendamento de 5 anos,(veja-se o primitivismo!!) fazia com que senhorios não arrendassem na mesma, pois mantinha o direito do inquilino a manter-se no locado décadas sob a mínima possibilidade de aumento de renda, e quando havia...eram migalhas;... Calava-se a populaça que chegava às cidades nos idos anos 90...sim, a populaça que veio servir nos "shoppings" e na construção civil e que ainda calos tinha da lavoura.

 

2.- O recurso ao crédito, seja ele qual for, é uma questão privada...tão só. O devedor dá garantia (hipoteca, fiança, penhor), dá confiança...o credor toma o risco. É simples, como na mercearia e onde haja fiado.

 

3.-A aspiração a viver melhor é legítima, pois dá riqueza a todos. Os privados procuram incrementar os seus rendimentos, criando valor, riqueza, e que suprem interesses, desejos, de todos. Só quando o Estado põe o nome de direitos...nos desejos...o caldo entorna.

 



publicado por monge silésio às 22:07
Os banqueiros idiotas adoram os resgates governamentais. O mesmo acontece com os keynesianos. Os banqueiros idiotas abominam as consequências económicas negativas de decisões estúpidas. O mesmo acontece com os keynesianos. Os banqueiros idiotas adoram a inflação monetária que conduz a lucros bancários. O mesmo acontece com os keynesianos. Os banqueiros idiotas adoram governos nacionais suficientemente grandes para salvar os grandes bancos. O mesmo acontece com os keynesianos. Os banqueiros idiotas odeiam as corridas aos bancos. O mesmo acontece com os keynesianos. Os banqueiros idiotas querem o comando sem terem de arcar com as suas responsabilidades pessoais. O mesmo acontece com os keynesianos.

Paul Krugman é o principal porta-voz do keynesianismo no nosso tempo. Ele vê como sua a função de assegurar que os contribuintes socorram os grandes bancos multinacionais. Quando os contribuintes resistem, ele ridiculariza-os por terem vistas curtas.

Ele dissimula a sua posição de defensor dos interesses dos banqueiros falando em nome dos trabalhadores. Mas os grandes resgates bancários são a consequência inescapável das políticas que preconiza. Ele é o amigo dos banqueiros multinacionais. Tal como sucede com o seu colega de Princeton, Ben Bernanke.

Podemos ver isto no seu recente artigo [link] apelando ao governo alemão, ao Fundo Monetário Internacional e ao Banco Central Europeu para emprestarem mais dinheiro ao governo espanhol muito embora o governo se recuse a cortar na despesa.

Ele quer que a economia evite o custo de liquidar os empréstimos que vieram do Norte. Que deve haver ainda mais empréstimos ao estado para que possa haver mais pagamentos às pessoas desempregadas, que irão gastar o dinheiro e pôr a economia a "rolar". Em seguida, isto permitirá que os devedores espanhóis satisfaçam o pagamento dos juros aos bancos alemães.

Portanto, uma vez apanhados na armadilha dos maus empréstimos, os banqueiros devem fazer ainda mais maus empréstimos. Por que farão eles isso? Porque o governo alemão, o BCE e o FMI vão continuar a comprar títulos de dívida pública do estado espanhol.

Se isto soa como Bernanke e Paulson, em 2008, é porque foram eles que estabeleceram o padrão.

A Europa está entrando em recessão. Há uma contínua crise fiscal na Grécia, em Portugal e em Espanha, que é enorme.

A Alemanha entrou agora em recessão. A Grã-Bretanha, provavelmente, já lá entrou.

Krugman está consternado com as exigências do FMI, do BCE e dos políticos alemães segundo as quais a redução da despesa dos governos dos PIIGS deve ser uma condição para beneficiarem do auxílio do FMI e da Alemanha. Ele é um keynesiano. Ele odeia a ideia de austeridade, que significa austeridade para as burocracias estatais. Ele quer mais despesa por parte dos governos.



publicado por monge silésio às 17:48

 

 
Publicação da Sonaecom avança com reestruturação. Dos 48 trabalhadores que serão dispensados 36 são jornalistas.


publicado por monge silésio às 17:41
 

1. O mini golpe de estado de 15-9 não deu palavras aos dias do agora. Não deu palavras de futuro. Não há ideias. Não há a motivação ideológica que caracterizava movimentos violentos do início do séc. xx, pois não há discurso. Sem texto, num contexto propício, o vazio mental dá largas à pobreza dos conceitos repetidos na veia literária dos “insatisfeitos” (os “direitos” em execução saídos de 1945).

 

2. Ali, na tela apresentada, dezenas de estivadores, com vencimentos reais superiores a um professor e mesmo a alguns médicos dão “hurras” como melhor sabem, autênticas derivações neorrealistas dos seus afamados salões literários, obedecendo ao chefe-de-fila Arménio-cál-quer-coisa. Entretanto as vespas do regime, os Marcelos, os Mendes, os mesmos de sempre (as tais "gorduras"?) na arte de negociar a coscuvilhice política, de picar os seus aparentes correlegionários, obnubilando as negociatas de duas décadas a que “barões assinalados” se encostaram, acentuam larachas para o povão entoar enquanto ainda dinheiro há para a matinal meia-de-leite e bolo de arroz, mas não para a ceia doméstica. É vê-los airosos!, ali…sob a educação moderna e gratuita recebida na adolescência, com uma vontade imensa de trabalhar e, quem sabe, competirem com os seus camaradas das sucatas do Bangladesh, ou da oficina de Bombaim.



publicado por monge silésio às 11:36
 
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