Sexta-feira, 14 de Setembro de 2012



publicado por monge silésio às 11:38

A respigar...

Os portugueses atingiram tal estado de esquecimento dos códigos que se tornou  possível que periodiqueiros se instituam em justiceiros sem procuração.

A fronda da burguesiazinha dos Gomes e dos Ferreiras (sim o jornalista-comentador!) está aí a estourar. Pasmado fiquei com a raiva com que o Ferreira interpelou o Ministro das Finanças, abeirando-se, pelo palavreado e pela falta de subtileza, do vox popoli , ou, se quisermos, do besabafo do taxista.

 

O governo que não se incomode com os pobres, mas com a tal classe média que teve tudo, esbanjou, pensou-se rica e europeia sem esforço e agora não abre mão.

Se lá puseram Passos Coelho, amanhã vão votar em Seguro, por sua [deles] inconsciência e para nossa desgraça.

 

O português gosta de palavras, mas foge da realidade.

Verbalizou, chorou à pieguice, mas secou as lágrimas, julgando que a palavra crise fazia a crise. O governo acabou com as bondades melicianas, todas pagas com empréstimos, mais os juros, pois a banca internacional não dá, finge que dá e tira a dobrar - e logo começou a gritaria. A vociferadora "classe média" - a tal que vota PSD e PS desde 1975 - sente-se atingida...Saem as facas das noites de cristal tão queridas à burguesia laranja ... é vê-los, senadores, ex-líder, ex-ministra das finanças (2002, 2003, 2004, tgv, espanha, citigroup, já ninguém se lembra...)...proclamam a toda a voz o impossível, o desumano...

No fundo, o triunfo da burguesia - com a sua ausência de cultura, as suas afetações e snobismos -vácuo entre a velha Monarquia do serviço e o trabalho do povo. Estaremos, com a nossa cobardia e apoliticismo, a abrir caminho para a chegada de absolutismos de salvação ?

 

 

 

 





publicado por monge silésio às 01:27
 
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