Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Um criado de Chesterton escreve...

Um criado de Chesterton escreve...

...cortar na despesa

monge silésio, 31.08.12

Lembram-se? Era revolta contra os impostos, era revolta disto e daquilo, e então uma dupla surgia como oração "cortar na despesa".

 

Parece que é agora que em CONCRETO se vai perceber o que é...

 

Em Portugal, a vaguidade preenche a cabeça de muitos...porque será?

...era uma vez na américa

monge silésio, 29.08.12

1.- Ann Romney surpreendeu pela positiva. Pensava eu que viria com a lamechice do "lovely hubby" e "vida dura dos nossos avós" (como fez, e os americanos adoram, e esta eleição é deles...), o certo é que afiou garras e fez um discurso exteriorizado (trabalho duro, esforço contínuo, manutenção do casamento como instituição que gera riqueza, na senda de Santorum). O discurso fleumático conservador veio de Christie, e o que seria um discurso de nomeação foi realizado por R. Santorum e este sim representando a ala conservadora clássica. Surpreendeu-me pela negativa o discurso da "rising star" N. Halley.

 

2.- No mais, isto perdeu a piada e o desafio intelectual ... http://eraumaveznaamerica.blogs.sapo.pt/274894.html

Novo livro de George Steiner em português: a Poesia do Pensamento

monge silésio, 27.08.12

Um bocadinho...:

 

O ponto que tentei elucidar é simples: a literatura e a filosofia, como as conhecemos, são produtos da linguagem. É esse, inalteravelmente, o seu solo comum, ontológico e substantivo. O pensamento na poesia, a poética do pensamento, são obras da gramática, da linguagem em movimento. Os seus meios, as imposições que os constrangem, são os do estilo. O indizível, no sentido imediato da palavra, circunscreve-os a ambos. A poesia visa reinventar a linguagem, fazê-la de novo. A filosofia esforça-se por tornar a linguagem rigorosamente transparente, purgá-la de ambiguidade e de confusão. Por vezes, esforça-se por superar as limitações lexicais e sintácticas e o conjunto das atrofias herdadas, recorrendo à lógica formal e aos algoritmos metamatemáticos, como no caso de Frege. Mas a matriz total continua a ser o discurso humano. Este aspecto tem uma ilustração soberba no Zibaldone de Leopardi. A seu ver, não havia poesia válida sem filosofia; nem, sem poesia, filosofia que valesse a pena aprender. O acesso generativo a uma e outra é uma filologia apaixonada. Leopardi examina, com uma erudição muitas vezes microscópica, as unidades lexicais, as ordens gramaticais e as aplicações pragmáticas. Deus — ou, por outras palavras, o milagre do sentido comunicável — reside no detalhe linguístico. Como vemos no cabalista que deriva da simples letra os próprios impulso e magia da criação. As letras estão escritas no fogo primordial. Da incandescência deste, vêm toda a filosofia, toda a poesia — e os paradoxos do seu uníssono autónomo.
 
Retirado daqui: 
 

...isto não é de agora...

monge silésio, 24.08.12

:”A macromelia aí está, as super-escolas superiores de educação, dezasseis no seu total. E se os actuais licenciados pelas Faculdade de Letras e Ciências excedem em muito a procura do mercado de docentes, o que sucederá daqui a meia dúzia de anos com o espantoso acréscimo de outros desempregados, saídos das escolas superiores de educação, a concorrerem ao ensino básico que, dentro de nove anos, segundo a Lei de Bases, se estenderá até ao nono ano de escolaridade obrigatória? Subjacente: não reunirá a Universidade melhores infra-estruturas humanas e materiais e uma melhor rentabilidade de processos?”

 

(“Diário de Coimbra”, 21/02/87).

...o tempo e o programa da "troika"

monge silésio, 24.08.12

As traduções são muito mais complexas do que se imagina. Não me refiro a locuções, expressões idiomáticas, palavras de gíria, flexões verbais, declinações e coisas assim.

 

Refiro-me à impossibilidade de encontrar equivalências entre palavras aparentemente sinónimas, unívocas e univalentes.

 

"Morgen" é amanhã. Mas "amanhã" em português é "nunca", "vou pensar", "um dia destes"...

Pág. 1/3