Terça-feira, 24 de Junho de 2014

 

 

 
 
Torna-se difícil racionalizar o desamor. A tomada de consciência do desamor pode ser brutal; porém, seria tolo pensar que deixamos de gostar brutalmente.
 Há, sim, um esvaziamento insidioso e silencioso, que mal se revela, mas explode subitamente. Há quem fuja psicologicamente do terrível momento em que se exige lavrar o atestado de morte da auto-representação que cada qual foi construindo.
 
Estes rituais de morte e passagem para uma nova vida não deviam ser fonte de incómodo e mal estar, mas de alívio e apaziguamento.
 Não é, pois, necessário recorrermos ao Yi Jing para explicar a mudança do mundo político europeu. Aconteceu, mas estava a acontecer há muito, sem que a generalidade disso se tivesse apercebido. No passado domingo, acordaram subitamente. Ora, deviam ter sido mais sensíveis e ter prestado mais atenção à intuição que à razão.

 

 



publicado por monge silésio às 10:38
 
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