Domingo, 27 de Outubro de 2013

 

1. Desde a formação do Estado que se busca informação sobre outro Estado, de Impérios sobre outros Impérios, enfim como no microcosmos um vizinho sobre outro vizinho. O que é anormal é a atitude de virgem ofendida. Fragilidades.

 

2. Só há duas vias: segundo resgate ou atenção redobrada pelo banco emitente do euro. Não há outra via de acordo com as condições presentes. Só o irrealismo de alguns acha que após o programa de ajustamento podíamos ser como dantes; basta observar o país, quase tudo na mesma. Fragilidades.

 

3. Mais uma patuscada "anti-troika". O homo lusitanus construído de Cavaco a Sócrates no seu lamento e queixume. O osso tirado, o rosnar da cadela. Fragilidades.

 

4. António J. Teixeira na SIC N conduziu uma excelente (mais uma!) entrevista. Não opina, não "conversa". Não se eleva ou diminui perante o entrevistado: coloca este na sua atenção. Apesar de ideias contrárias às deste criado, também Carlos do Carmo vê em Cavaco muito dos nossos males. A Direita Portuguesa é idiota (é a direita que se diz de "centro"), idiota (gosta do embrulho salazarento e paroquial), idiota (move-se n curto prazo), idiota (tem apreço pela ignorância dos outros sendo orgulhosamente inculta) e idiota (aristocrática nos trejeitos e no libré só, plebeia até dar ranço nas ideias). Onde pára a Direita que questionou Maastricht? Onde pára a Direita que não se verga, nem lambe, nem bajula a Europa? Onde pára a Direita serena e firme que nem rocha no mar revolto? Onde pára a Direita do discurso substantivo, do ódio ao jogo palaciano da política? Onde pára a Direita do mito, da heroicidade para consigo mesmo, da solidão solidária e fraterna? Onde pára a Direita qu vê no Estado um telhado mas nunca divisórias, tronos, mordomias? Fragilidades.



publicado por monge silésio às 22:30
 
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