Quinta-feira, 01 de Agosto de 2013

A reforma do Estado (expressão conhecida dos atentos desde da década de 90), a oitava e nona avaliações pela troika, e o orçamento de Estado são os temas dos próximos meses. Propositadamente não coloco as eleições autárquicas.Assunto irrelevante neste contexto.

 

1. A reforma do Estado é um assunto para três a cinco anos, com gente focalizada nesse estudo e competente, sem ambições de agradar partidos ou tiranetes efectivos ou possíveis, eleitos ou a serem eleitos. Vamos pois fazer à força porque estamos em tempo de pagar desmandos de vinte anos. Mudar mentalidades é prioritário. À força creio ser impossível. Centenas de lamentos são esperados.

a) Reformar o Estado implica discutir funções do Estado. É essencial ter uma Justiça pública? É essencial ter uma Polícia pública? É essencial ter uma Defesa pública? É essencial ter uma educação pública? É essencial ter uma saúde pública? É essencial assegurar a sobrevivência pós-laboral? O consenso tripartido partidário destina-se a ultrapassar a Constituição que temos. Pois para a nossa Constituição tudo o que se referiu é essencial. Não se pode mexer.

b) Não se podendo mexer...não há meio de pagar aos nossos credores, o que justifica que não nos entreguem mais dinheiro.É assim na vida do leitor, e no resto do mundo. Bem, a seguir ao final do séc. XIX andamos décadas sem receber um tostão de lá fora...e não morremos, ficamos mais pobres. Salazar governou com o que tinha. Antes, os governos eleitos caíam porque o país estava ingovernável pois havia pouco dinheiro para gastar. Enriquecia-se nas ... colónias.

c) Portas ficou de apresentar um "pacote" em inícios deste ano nesta matéria. Não o apresentou. Intriga e mais intriga, nada fez, foi promovido a vice-rei e vamos lá ver como é que alguém que não apresentou uma ideia é capaz de apresentar um sistema de coordenação de política económica e "conversar" com a troika.

d) Medidinha dacolá ou dali vai aparecer neste mês de canícula. Discussãozinha qual conversa vai entreter o bom povo português, aquele que elege governos que de vez em quando mete o país na falência. P.S.: confunde-se democracia com desenvolvimento, desejos com direitos sem atender a recursos. Como discutir seriamente exige conhecimento e saber pensar, nada feito por aqui pois faz dôr de cabeça ou torna chata a "cunbersa".

 

2. As avaliações da troika vai ser mais do mesmo. Tudo corre bem, ténues sinais, mornos sentimentos, estados de alma a esboçar sorriso mas...à sétima o chumbo era quase certo. Só não viu, quem não quis. Zaragata entre os tiranetes, e adiamento: foi o mês de Julho. Cavaco esperançado nos dados existentes ainda tentou pôr partidos de acordo para ... a próxima avaliação (a adiada) e subsequentes acontecimentos legislativos.

 

3. O orçamento do Estado para 2014 será aquilo que resultar dos cadernos de encargos da troika que ainda não foram cumpridos.

 

 

E...chegou a altura do investimento. Assim Gaspar despediu-se desta gente. Tenho como líquido que a sua carta é um hino ao cinismo e à mordacidade que merece esta gente boa, o melhor povo do mundo.

 

Vá, gozemos o Agosto.



publicado por monge silésio às 17:28
 
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