Quarta-feira, 17 de Abril de 2013

 

 

 

 

 

 

Quero imaginar sob que traços novos o despotismo se poderá produzir no mundo: vejo uma multidão inumerável de homens (…). Acima deles eleva-se um poder imenso e tutelar, que se encarrega sem rival de lhes assugurar o prazer e cuidar da sua sorte. É absoluto, detalhado, regular, previdente e doce. Assemelhar-se-ia ao poder paternal se, como ele, tivesse por objectivo preparar os homens para a idade viril; mas ele não procura, pelo contrário, senão fixá-los irrevogavelmente na infância; gosta que os cidadãos se alegrem, desde que não sonhem com mais que se alegrar. Trabalha sem hesitar para a sua felicidade, mas quer ser desta o único agente e o árbitro exclusivo; providencia-lhes a segurança, prevê e assegura as suas necessidades, facilita-lhes os prazeres, conduz os seus pequenos afazeres, dirige a sua indústria, regula as suas sucessões, divide as suas heranças; não poderá mesmo furtar-lhes inteiramente a dificuldade de pensar e os trabalhos e as penas de viver? – A. Tocqueville, Da Democracia na América



publicado por monge silésio às 15:33
 
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