Segunda-feira, 08 de Abril de 2013

Não é o Euro que está errado meu Caro, o Euro não é bom nem mau em si mesmo - será bom ou mau em função do uso que dele fizermos - e até foi na altura incensado como um enorme progresso para Portugal.

O erro esteve nas políticas que ao longo de muitos anos, quase 20, ignoraram as exigências próprias de um novo regime económico em que os instrumentos de que dispunhamos com moeda própria deixaram de existir.
Como não fomos capazes de entender isso, atirar hoje as culpas para o Euro significa abdicar definitivamente de qualquer solução para o problema que nos atormenta.

Os Portugueses vão ter de escolher:

Mais impostos? Menos emprego, porque menos investimento (só há um possível : o do estrangeiro e privado, os partidos não dão dinheiro, dão promessas)

Cortar serviços? Parace óbvio há anos. Os alemães e os finlandeses fizeram, não são os contribuintes desses países que irão pagar para mantermos os nossos.

No corte dos serviços, impõe-se o velho dilema da filosofia política: até onde pode ir o Estado?

A meu ver, como sabe, o Estado não pode ir, ir é intrometer-se na Sociedade Civil.

O Estado está, conserva-se e assim DEFESA externa (funções de defesa territorial, e de rapina(caso queira expandir-se)) e interna (segurança dos seus membros entre os mesmos e justiça, delimitação de espaços de liberdade entre os membros). Mais nada, o resto são tiranetes balofos a gastarem do nosso valor.

 



publicado por monge silésio às 11:52
 
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