Domingo, 17 de Março de 2013

1.- Enquanto muitos andam distraídos com as mostras de informalidade e simpatia do Pontífice romano bem como as suas eloquentes (evidentes) palavras “do pobre” disto e daquilo, numa ilha mediterrânica, de importância geoestratégica, o Leviatã europeu  aterra e verga o Leviatã cipriota. Entretanto, a Rússia manifesta a sua disponibilidade em ajudar o povo cipriota. Perante a pequenez do território (a covardia é algo que se repete de forma grosseira na História), o facto de ter um Produto Nacional que não chega a 0,5% do europeu, o Eurogrupo não esteve com meias medidas. Perante a entrega feita (um sétimo da nossa ajuda), confisca-se a parte da propriedade dos depósitos sem mais. Aqui, confiscou-se a propriedade de parte do salário. A Europa dos “direitos da 3ª geração”  não respeita os direitos naturais, os da 1ª, sua razão fundante.

 

2. – Enquanto outros andam distraídos com a falta de acerto nas previsões do Governo, a frase da semana (as últimas palavras) foi proferida pelo próprio Ministro: “não sei”. É raro em Portugal ouvir a expressão. É honesto. É verdadeiro.

 

3.- Faz ou não faz sentido que se tivesse começado pela extinção de autarquias, de escolas, de contratos de concessão, de empresas públicas como a TAP ou a CP em vez de cortar salários, pensões que … sendo propriedade de cada um … em nada contribuem no aumento de receita (ao não haver crescimento a receita será a mesma ou menor)? Claro que é mais difícil porque exige estudo e sobretudo muita independência de acção, coisas raras na esfera dos “eleitos para o serviço público”.

 

4.- Agora, ficamos reduzidos ao “paper” do FMI. Sim!, aquele que toda a gente se pôs a bracejar e a gritar em vez de estudar, discutir, concretizar. Passaram-se dois anos … e a reforma do Estado consistiu aqui no burgo na junção territorial de uma dúzia de vilarejos, e de direcções-gerais que poucos ouviram falar. Os números não espantam (e quem o diz, mente!), só mostram a quantidade de emprego gerado durante anos pelo “mau” crédito.

 

5.- A Sociedade Civil, a acreditar nas sondagens, mantém-se no “centrão” onde obviamente não se pensa. Tudo na mesma portanto, rumo à desgraça final.



publicado por monge silésio às 19:49
 
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