Terça-feira, 05 de Março de 2013
1.Na década de 70, o País vivia num jardim onde a vizinhança vegetava num precioso crescimento económico acima dos 2,5%. Enriquecer devia-se a si próprio e a uma ou outra política. Taxavam-se importações, havia moeda e uma só bandeira.
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2. Na década de 90, a Europa após mandar dezenas de milhar de contos por dia insistia na destruição do tecido produtivo e no federalismo que os pacóvios do centrão xuxial (ps/psd) comiam e calavam. Na democracia partidária, só Manuel Monteiro (cds-PP) levantava voz... mas era chicoteado pelos "media" e a "elite" que este quadrado ibericamente plantado tem e o "pobinho" néscio, imitador de estrangeirices, ignorante e sofrível na aritmética ia tomando como válidas as tiradas dos nossos "melhores".
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3. Do fedor a alcatrão cavaquista ao donjuanismo discursivo de Guterres tudo valia: pão e bola ao tuga, casinha dói-dói aqui e ali, tiranete local a pôr rotunda e pavilhão multiusos/gimnodesportivo para além de um milhar de "acções/actividades promotoras de coesão social e desenvolvimento regional" que resultaram ... zero, um sem número de diálogos em vez de decisões, pata-ti, pata-tá!
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4. Agora ... agora, acabou-se o guito. O guito da Europa é ... pouco para tanta dívida. Mantem-se o "luxo jurídico" europeu, direito disto e daquilo, muito paleio, muita opinião, válida, à custa de um abstracto cidadão que sabe o que diz. Agora, agora ... a festa é noutras paragens. Ali para Bogotá, ou Lima, Pequim, Canberra, ou Wellington, Nova Deli, ou Cidade do Cabo. Milhares de trabalhadores observam a olhos vistos as suas condições de vida a serem melhoradas ... enquanto por aqui discute-se pensões e subsídios, férias e indemnizações. O capital fugiu ... para onde o acarinham.
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Grandola vila morena....
terra da .....
...
em cada esquina um amigo...


publicado por monge silésio às 00:22
 
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