Domingo, 24 de Fevereiro de 2013
 

 

Gente  incapaz de medir "a extensão do declínio do Ocidente - pessoas presas da rasteira demagogia que inunda o discurso lírico daqueles que clamam por benefícios e redistribuição de uma riqueza que já não existe - pode insistir no mito do Estado Social e no abundantismo das sociais-democracias.

Há quem se recuse aceitar reformas profundas e, assim, atalha o caminho para a regressão e o sub-desenvolvimento, julgando estar a defender uma causa nobre que esconde, afinal, casmurrice, cegueira, iletrismo económico.

Não há agenda ideológica neste antro, há aritmética, a da boa! (e que os de agora desconhecem nos dedos e no lápis), sem modelos, nem derivadas polinomiais.

A Europa encontra-se a empobrecer.

Meia dúzia de bonzos e gente desocupada cantarola para o momento. Um hino de gente que produzia, que trabalhava, sabia fazer coisas, é agora cantarolado com mau gosto. Nem um violino epifânico, ou um clarinete bucólico. Não ! Um entulho da voz, no meio da risada cansativa "à Badaró". O "top dos tops" ainda vai para a lengalenga do Graça cantarolada há meses atrás, aí ainda mereciam uma moeda caso estendessem chapéu...moeda ganha com suor e não trabalhada ao "balcão" (subsídio).

 

Estando em acesa luta no prato com parte de um galo, apanhado de enfiada, ouço "Portugal não é a Grécia". Ronhó-nhó. Prof. Marcelo, ronhó-nhó."Porque nós temos sabedoria." Ronhó-nhó. "Pacíficos". Ronhó-nhó. Enfim, gente sábia ... que manda um país três vezes à bancarrota em 38 anos, elege-os e julga que eles é que assaltaram o Poder; gente pacífica ao ponto de assassinar chefes de estado ou ministros em dois séculos;

E Papas. Ronhó-nhó. "E católicos disto e daquilo". Ronhó-nhó.

Sobre a descida de "rating" da Grã-Bretanha...

Sobre o preço da gasolina...

Sobre a extinção de dezenas de serviços do Estado...

Para ser simpático, diz balelas que as "pexoas" gostam de "oubir". As Constanças do regime são assim.

 

 Programa coerente e consistente em alternativa? Nenhum.

Enganou-se o Ministro das Finanças? Sim. E? E depois?

A realidade é bem pior, garanto-vos; mas não foi assim que se viveu enquanto se empobrecia? Não foi com mentiras, e ataques vis aos "velhos do Restelo", "pessimistas", "inimigos do progresso", sem ponta de argumento científico, que cabeças falantes iam denegrindo este e aquele ?

O Seguro que afine porque a malta quer pão e circo, só que ... lá fora não se esqueceram. E o dinheiro também começa a escassear...

 "Contra factos, não há argumentos" Ronhó-nhó.


publicado por monge silésio às 22:55
 
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