Sábado, 19 de Janeiro de 2013

1.- ...só se estiver possuído pela falta de critério de são julgar, e de uma rica e mantida crosta de ... ignorância.

 

2.- Para nosso mal, a populaça adoptou até à nausea esta “linguagem de meia-de-leite e torrada” (outrora existente repetida mas agora "em dieta"(sic)), primitiva e estúpida, e começa a bufar o “neo-liberalismo” e os “neo-liberais”, sobretudo os do Governo e arredores... Está bem que ali há muito menino sem vida para contar...

 

3.- Esta gente que se vai aturando tem palco montado, seja na "Net" seja na "TV" , ou na pequena tertúlia que a horas acontece.

 

4.- "Neo"-coisos e coisismo a que chamam liberalismo, e coisas tolas advindas ou de um Ensino fraco, ou de desperdício de tempo verberam por tudo e por nada: "você é neo-"coiso", ai, R.... diz lá ...como se diz? ...Liberal...isso", dizem-me até à exaustão. Como até à exaustão vive a cambada pedinchola de uma "desejosa boa notícia".

 

5. Episódios deste calibre são semanais. Zero na lembrança. Porém, o que me espantou a horas recentes  foi um sujeito, ex-governador, ex-autarca, empresário insolvente, devedor impenitente, adorador do "business" e do "ordenamento ambiental", explorador das terapias escritas em papel, cheio de gel das orelhas às varizes, vir com o cognome para este vosso criado. Não fosse o local, flechas de palavras penetrariam aquela mente gordurosa e otimista (porque tolo, ignorante). É-lhe dado o estatuto admirado de ... empreendedor, homem de palavra, e outros epítetos que uma sociedade civil em três décadas falida por 3 vezes aplaude. É um honrado a papel, com galardões do abjeto mundo das "medalhas, títulos, comendas" lusas.

 

6. As flechas! Aqui vão elas: seria política neo-liberal a que, na iminência da bancarrota e da falência do Estado em que o País se encontrava em Abril de 2011,  a que se tivesse recusado a solicitar a ajuda externa do FMI e da União Europeia, confiando exclusivamente aos mecanismos de mercado a correcção dos gravíssimos desequilíbrios da economia portuguesa ... retirando-se do Estado tarefas que qualquer privado faz de forma imediata sem apelo nem agravo. Ora, não foi o que aconteceu.

 

7. Desequilíbrios que seriam corrigidos tendo por efeito: (i) a perda de rendimento os indivíduos teria sido bem mais rápida e acentuada, (ii) o desemprego já há muito teria ultrapassado os 25% da população activa, (iii) a queda do PIB teria sido abrupta (da ordem dos 15 a 20% em 2011/2012), (iv) os deputados e outro pessoal político teriam passado a deslocar-se de autocarro/metro/motorizada para o seu local de trabalho/descanso, (v) a agitação social teria sido imensa e frenética, com manifestações gigantescas a toda a hora...

 

8. Ora, o que se verificou foi a manutenção dos condes e barões, i.e., autarquias, empresas públicas, e rebuçados e bolachas "cadbury", i.e., saúde e educação, à custa do assalto ao bolso de cada um; o povo sonso ia aplaudindo a "executiva", o "ar condicionado" e as "fundações", não percebendo que o monstro há muito estava diagnosticado; Era o melhor caminho? Para os tolos e otimistas de outrora ...é um novo ai jesus! Mas...será liberal o confisco ao valor do trabalho (propriedade) para pagar juros, rotundas, vielas, páuerpointes, ensino ovino, dói-dói de lamúria e da "baixa", gorjetas a advogados; não , não é?! Então, digam lá...neo-socialismo. Isso! Isto que assistem é pagar, através do valor da sociedade civil, mantendo o Estado na mesma.

 

9. Só que não chega.

 

10. -Ismo disto e daquilo é treta. A treta é a que assistimos, a Constança na lamúria, a empregada da "Diana´s Hairdressers" no ai "birge" santissima, e outra gente igual mais ou menos visível. O que não é treta é o facto de a Europa dos direitos estar a empobrecer necessariamente, a idade aumenta e ... fazer contas. Seja neo seja ... o que for.

 

11. Que se inscreva nos Jerónimos: Ao poder político nacional pouco dinheiro e mínimo serviço ass. a sociedade civil.



publicado por monge silésio às 16:51
 
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