Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2013

"...

Não se pode dizer o que se pensa – veja-se o caso de Isabel Jonet - tem de se falar uma espécie de língua de pau porque caso contrário os hipócritas irritam-se. Os hipócritas como não pode deixar de ser são furiosos moralistas: no dia do seu aniversário uma deputada foi apanhada a conduzir alcoolizada e teve a sua cara espalhada pelos jornais; numa festa qualquer umas pessoas fazem um comboio e o seu sorriso torna-se uma ofensa ao país em crise pq é suposto vivermos em ambiente de velório; uma miúda diz que gostava de ter uma mala chanel e causa um escândalo…  Os hipócritas não querem saber do que as pessoas fazem, pensam ou defendem. Os hipócritas vivem de aparências".

 

Daqui http://blasfemias.net/2013/01/14/hipocrisias-2/

 

Eu adiciono à hipocrisia relatada algo muito mais grave: a imbecibilidade.

A autarca que se reformou: critique-se a lei que lhe dá tal direito. Veja-se que contra a lei de 2005 não se levantaram as pulguentas e judiciosas mentes...A deputada que conduziu sob embriaguez: aplica-se o art. 292 do Código Penal, nada mais, ser condutor nada tem a ver com ser deputada. A Jonet disse o que pensava, a Pepa também. E? E? A caridade existe e deve ser praticada, e aqueles que querem algo fazem pela vida para obter...E?Sendo certo que houve alguns artigos de opinião fundados no discurso (e não na pessoa) e de crítica objetiva, o certo é que me bastou ver o FB e algumas caixas de comentários para perceber a que nível a maioria da sociedade civil coloca o debate. Percebe-se que esta sociedade civil eleja quem eleja e os grupelhos eleitos...percebe-se bem. E também se percebe a razão da imprevisibilidade do que está a acontecer na opinião de muitos. Procurem pois ó imbecis coisas que vos façam rir, experiências "novas", e ... deixem quem veja observar e descrever o mundo como ele é e não segundo se deseja. 

 



publicado por monge silésio às 11:44
 
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