Domingo, 13 de Janeiro de 2013
 

...a relevância que os "media" dão a esta gente chega a ser preocupante. As massas acéfalas continuam a dar corda a esta gente..

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Os carreiristas, isto é, os apoiantes de Carlos Carreiras à edilidade de Cascais, excedem-se em críticas ao governo e ao primeiro-ministro. A partidocracia tem coisas destas. O acessório sempre à frente do essencial, a manobrazinha de diversão tomada como fim, o ego de um qualquer fulano - "cidadão", pois claro - sobrepondo-se ao interesse da Cidade, o espertismo vende-mantas e a manha deliberadamente estudada para confundir o eleitorado - "cidadãos, pois claro - tudo compondo o terrífico quadro de um país com uma grossíssima casca de subdesenvolvimento. É evidente que o carreirismo, isto é, o campanário que se vê como mundo, é a moeda de troca que todos pagamos por um regime que nunca soube conciliar o interesse geral com as naturais aspirações microscópicas de "poder" e protagonismo e que agora que se abeira de um fim inglório (quarenta anos perdidos), exibe o manto de misérias que zelosamente ocultou da vista e narinas de um povo enganado e conduzido para o abismo.

Há quem se delicie com a politica, com a intriga e os culebrones da crónica de um tempo para esquecer. Os carreiristas - por sinal membros de uma ignota fundação que dá pelo nome de Sá Carneiro, outro mito - mostram quão impreparada, invertebrada e acéfala é a classe política sem classe alguma que nos tem tiranizado com habilidades. Passos Coelho é o cabeça de turco: ele é que tem culpa, ele é que nos trouxe a este baixio de naufrágio, ele é que conspira contra a felicidade, ele é que vive encarniçado na prática do mal. Do infantilismo à estupidez, tudo cabe na vidinha da micropolítica à portuguesa."

(Nem mais!)


publicado por monge silésio às 15:18
 
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