Domingo, 02 de Dezembro de 2012

(por uns momentos comunista)

 

Saudou-se o nosso camarada Álvaro Cunhal, não como culto, mas como exemplo de tenacidade de pensamento e de ação, intermediado por uma ideologia poderosa e cada vez mais atual. Não digam ao PC para ser o que não é. Nunca será, como nunca foi. Não enjeitámos em ventos apelidados de “modernização”, ventos de areia, vindos de um deserto. O deserto do capital, o nada transformado em número. Não! Olhemos as dinâmicas da realidade, as opressões diárias. Assim foi o legado de Álvaro Cunhal. Hoje, os pressupostos de luta, de punho cerrado, de baioneta, ou de espingarda mantêm-se: a luta de classes é o facto, a exploração é o motivo e a destruição de todas as formas de alienação o fim. Rua a rua, porta a porta, empresa a empresa, serviço a serviço, urge alertar e transformar o estado de coisas.

A Constituição é a jangada a que a sociedade se tem de agarrar. Poderemos dela fazer muito mais? Claro, camaradas, com a necessária produção nacional, destruição de todos os interesses estrangeiros coincidentes com o colectivo nacional, arredar toda a burocracia do laxismo e do nepotismo, com braços, de mulheres e homens, a construção do País é já. O combate ao desemprego, o combate ao trabalho condicionalizado pelo capital, o combate ao recheio financeiro das nossas vidas. Para tal, urge romper com o caminho europeu, como sempre pensámos, urge denunciar  o pacto de agressão imposto, e camaradas, com suor, levantar o País num esforço coletivo, sem perdas de tempo e de energias. Na nossa terra e no nosso mar, todos rumo ao Socialismo e assim, retirando a opressão das opressões, ao Comunismo.

Camaradas, não é na estabilização do poder instituído que a nossa voz crescerá, é em cada esquina, trincheira ou vale, junto dos oprimidos, saqueados pelas multinacionais da finança, que a luz conducente à nossa estrela resplandecerá. Será com sangue? Faremos um esforço para que assim não seja. Mas a nossa História, já viu que assim pode ser. Preparemo-nos para afrontar a realidade da ilusão do Capital, da Dívida, da Opressão.

Camaradas, não deixaremos mais que a ilusão que os capitalistas nos dão com a soberana vontade de segundos de cada trabalhador, chamado voto, implique a secura de ideais que a política nos mostra; há mais vida para além do Capital, há!...o homem sem opressões de ou a um seu igual ou de uma necessidade criada por um seu igual; assim, seja pelo voto, algo que não acredito, seja pelo combate palmo-a-palmo, palavra-a-palavra, tiro-a-tiro, proletários, de todo o mundo, uni-vos! Por agora, Portugal.



publicado por monge silésio às 14:18
 
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