Sexta-feira, 23 de Novembro de 2012

...Num centro universitário da Ásia:

 

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É, na acepção literal, uma verdadeira Cidade Universitária. Nada que se compare às nossas universidades exíguas, malcheirosas, apodrecidas, grafitadas e decadentes. Nada que se compare à arrogante frieza, aos tiques e manias de falsa grandeza e falsa importância que se respira em Lisboa, no Porto, Coimbra e Évora. Tive autorização para me deslocar sem cicerones, entrar onde quisesse, visitar laboratórios, salas de aula, dormitórios, apartamentos, instalações sanitárias, bibliotecas e centros de convívio. Ali não vi um só jovem de cervejola na mão, não ouvi berros, palavrões, altercações.

Falei com sessenta ou setenta alunos em inglês, francês, espanhol e até português.

(...)

No fim do repasto, a habitual repartição dos lugares pelas viaturas disponíveis.  (...)vi professores catedráticos, alguns com vinte ou mais títulos publicados, sentando-se com a maior naturalidade nas traseiras de carrinhas descapotáveis. Esta é a juventude que está a bater aos pontos o Ocidente pateta, obnubilado e encerrado na ilusão da superioridade. Com esta gente vamos morder o pó da derrota.

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publicado por monge silésio às 11:38
 
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