Quarta-feira, 10 de Outubro de 2012
 

1. O mini golpe de estado de 15-9 não deu palavras aos dias do agora. Não deu palavras de futuro. Não há ideias. Não há a motivação ideológica que caracterizava movimentos violentos do início do séc. xx, pois não há discurso. Sem texto, num contexto propício, o vazio mental dá largas à pobreza dos conceitos repetidos na veia literária dos “insatisfeitos” (os “direitos” em execução saídos de 1945).

 

2. Ali, na tela apresentada, dezenas de estivadores, com vencimentos reais superiores a um professor e mesmo a alguns médicos dão “hurras” como melhor sabem, autênticas derivações neorrealistas dos seus afamados salões literários, obedecendo ao chefe-de-fila Arménio-cál-quer-coisa. Entretanto as vespas do regime, os Marcelos, os Mendes, os mesmos de sempre (as tais "gorduras"?) na arte de negociar a coscuvilhice política, de picar os seus aparentes correlegionários, obnubilando as negociatas de duas décadas a que “barões assinalados” se encostaram, acentuam larachas para o povão entoar enquanto ainda dinheiro há para a matinal meia-de-leite e bolo de arroz, mas não para a ceia doméstica. É vê-los airosos!, ali…sob a educação moderna e gratuita recebida na adolescência, com uma vontade imensa de trabalhar e, quem sabe, competirem com os seus camaradas das sucatas do Bangladesh, ou da oficina de Bombaim.



publicado por monge silésio às 11:36
 
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