Quarta-feira, 03 de Outubro de 2012

1.- Com o OE 2013, tal como os precedentes, o país assiste mais ou menos descansado ao tempo da dolorosa lucidez.

 

2.- O fundo da questão não é debatido: e depois? Sim, e depois? Queremos um Estado que dê muito? Que sirva muito, ou somente um Estado que realize tão só a necessária segurança do agir (em face do interior ou do exterior) e a necessária resolução dos conflitos que a existência com os outros faz nascer? Isto é, queremos um Estado que cuide da nossa educação, da nossa saúde, dos nossos litígios, das nossas estradas, dos nossos bebés, dos nossos ...? E o que será nosso?Ou queremos um Estado que só cuide da nossa integridade física, da nossa propriedade e dos meios violentos e pacíficos de a defender?

 

3.- Creio já não termos querer, pois a maioria não quis durante meio século na Europa, e agora...de mão estendida.

 

4.- Os desejos tornaram-se direitos, os direitos tornaram-se infinitos, os recursos finitos. 



publicado por monge silésio às 10:55
 
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