Quinta-feira, 29 de Maio de 2014
22 de Maio de 2014
José Manuel Moreira


As 120 medidas do Governo para inglês ver e os 80 compromissos do PS para o eleitor não ver, revelam o peso que os europeístas atribuem às eleições do dia 25.

 
José Manuel Moreira
Uma desvalorização bem acompanhada pela descrença do cidadão comum numa UE em crise económica, demográfica, social e política, que, no fundo, é reflexo da desorientação dos europeus: mergulhados numa gravíssima crise moral que vem de longe, e a que não é alheia o descrédito num Estado, que, não estando morto, está em processo de desmistificação.

Com uma abstenção a chegar aos 70%, o resultado ficará deslegitimado e a razão de quem acusa a nomenklatura, que controla o monstro, de detestar a democracia, perderá sentido. Basta dizer que um partido com 30% de votos, nem sequer representará 10% dos eleitores. Não será a indiferença do cidadão comum sinal de que o problema está mesmo no monstro e não na forma mais ou menos democrática do seu controle?


Desmistificação que cresceu com a descoberta de que, afinal, a redistribuição de rendimentos dos mais ricos para os mais pobres, é uma redistribuição de poder do indivíduo para o Estado. Beneficiando a burocracia, a classe política e todos os grupos de interesse instalados.

E que recrudesceu quando o povo sentiu que a redistribuição não tem valor normativo, apenas uma finalidade prática: a compra do consentimento das maiorias que, ingenuamente, pensam ser beneficiadas. Entretanto, o ataque fiscal à propriedade, à família e à poupança, em nome da realização de um ideal de bem-estar que requer abundantes recursos, foi destruindo a vida, a liberdade e a civilização.

Razão tinha Schumpeter: o orçamento, que cresce à custa da sociedade, é o esqueleto despojado de todas as ideologias enganadoras. É que, ao contrário do orçamento de uma família ou empresa, o orçamento do Estado calcula-se a partir dos gastos de que necessita para atender à suas necessidades. Contando-se logo que a imprudência e a demagogia façam o resto: dificultar e impedir, com as suas regulamentações, a iniciativa, a empresa e o futuro.

Descaminhos que, contudo, estão a permitir a cada vez mais pessoas descobrir a diferença entre duas tradições europeias: a genuína, ou romana: antiestatista e republicana, em que o público ou comum - o Governo, a Pátria, ou seja, a terra dos antepassados - pertence aos cidadãos. E a inovadora tradição hobbesiana, grega e estatista, e ainda republicana: no sentido em que os cidadãos pertencem à Cidade, ao Estado.

Uma inovação que do Estado totalitário, que era um tirânico Estado paternal, nos levou ao Estado de bem-estar, que é um tirânico Estado maternal. E agora ao Estado Minotauro, a última figura do Estado: um tirano andrógino. Será que no pós-noite de 25, recuperados do susto do eurofestival, vamos estar em melhores condições de saber se este será o Estado do futuro, o fim do Estado ou só um interregnum?


publicado por monge silésio às 14:39
Quinta-feira, 29 de Maio de 2014

1.- Os tiranetes ou candidatos a tiranetes aqui do burgo, mesmo os que se dizem de direita, têm tanto medo do capital que se esquecem dele.

Esquecem-se que este é feito de poupança com impostos baixos. É assim em Singapura, é assim no Canadá, ou na Holanda.

 

2.- É o capital que faz o investimento e este leva às exportações.

Querer isto mais o consumo é como pedir um carro novo...sem rodas.

 

3.-O que o tempo presente tem de interessante é que a aposta consumista, de que depende o modelo de desenvolvimento social-qualquer-coisinha, presente em todos os partidos, chegou ao fim. E isto uma grande fatia da sociedade portuguesa começou a perceber embora retardador e sob lamúria, queixume e insulto.

 

4.- O debate de hoje é saber como o vamos substituir. O que fazer para termos capital, que se consegue com poupança. Este é o debate, a chamada, a que o país não está a responder.



publicado por monge silésio às 11:49
Terça-feira, 20 de Maio de 2014

 

 

O que os credores pensam não interessa... 

O importante é manter a ilusão que somos senhores do nosso destino. Infelizmente, não o somos há muito, há muitas décadas, mas isso o regime não quer discutir.

Manifestos, reestruturações, propostas (crendices) dos candidatos à Comissão são propaladas vezes sem conta nas feiras, nas praças deste país que nunca se interessou pela coisa pública, a não ser para a cabidela da carreira partidária.

 

O povo continua mais uma vez a não interessar-se ... fala-se da abstenção.

Um erro.

Votar, votar nos desconhecidos candidatos mas nas conhecidas ideias. Seja à Direita, seja à Esquerda, o voto num grupelho partidário que não os-de-sempre é o maior desprezo a esta gente enquistada.

 



publicado por monge silésio às 12:21
 
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