Domingo, 29 de Setembro de 2013

Há conversas giras, fúteis, divertidas.

O tempo passa, exercita-se o maxilar, bebe-se dos outros e do que pedimos, esquecê-las é um instante de um futuro próximo. Exercita-se a memória “ram”. .

Mas há conversas que francamente me põem surpreendido.

 

Surpreendido porque no passado alguém o disse justificadamente, recebendo insulto, como por aqui é moda e é da excelência da iliteracia vigente há mais de 20 anos;

Surpreendido porque o vómito vem de gente que recebeu muitos milhares de euros de educação gratuita e portanto teve tempo para perceber que…nada é gratuito. A simples defesa de “direitos” à solta, a sua descrição arquitectónica (argumentação) ao nível da massa jurídica correspondia àquele passo do póquer chamado “bluff” … um reaça, habituado ao insulto e à conversa gira, sabe que muitos aderem à moda sem pensar, e só por má fé se acredita no que se afirma.

 

Não era debate na Europa, a insustentabilidade da segurança social? (há mais de 30 anos…)

Sim, e o que os actuais reformados andavam a fazer? Conversas giras, querem ver?!

 

Não é um facto que a globalização iniciada nos idos anos 90 importa uma repercussão nas trocas, e assim dos preços, e assim do factor trabalho?

Sim, e o que os actuais trabalhadores pensavam? Conversas giras, querem ver?!

 

A aderência dos países de Leste ao capitalismo foi na década de 90, tais países possuem gente mais qualificada e herdaram a disciplina na aprendizagem da língua e da aritmética, a pensar sobre o pensamento e a discorrer sobre o real das ideias; aqui, todos quiseram um carro novo, educação fácil, auto-estradas e futebol, e conversas giras…

 

Pensar que as expectativas vão ser cumpridas só porque um tiranete assinou uma lei para comprar votos, sem procurar garantir o cumprimento efectivo das promessas é também uma forma de demissão cívica. Demissão essa protagonizada por nós ao aderir a ideias sem o mínimo de fundamento.Demissão essa ao votarmos nesses moderados, "acentrados" que fingem ser oposição de ambos.

 

Ao povo que hoje vota : “quereis novas mentiras?”

 



publicado por monge silésio às 11:03
Sexta-feira, 06 de Setembro de 2013

 

 

 

O crescimento vem do sector privado, e a austeridade que é necessária é aquela que torna o sector privado maior do que o sector público. Ponto final.



publicado por monge silésio às 20:28
Sexta-feira, 06 de Setembro de 2013

"

Vice-primeiro-ministro declarou ao Tribunal Constitucional ter 80 mil euros numa conta no Deutsche Bank. Depósito foi efectuado após pedido de resgate. "

  

E?

 

Num país em que a liberdade individual é assunto estranho, gerador de polémica, propiciador de "autos de fé" da Inquisição iletrada, a escolha individual é assunto de "espaço público". Não vamos lá.



publicado por monge silésio às 10:26
Quinta-feira, 05 de Setembro de 2013

Agora, sem dinheiro, para rotundas, gimnodesportivos, piscinas, vielas aprumadas de lixo urbano, enfim brincadeira com o dinheiro dos outros, dão para isto...

 

 

http://soundcloud.com/thebestlip/ta-de-sergio-soares-2013-1?utm_source=soundcloud&utm_campaign=mshare&utm_medium=email&utm_content=http://soundcloud.com/thebestlip/ta-de-sergio-soares-2013-1

 

 

 



publicado por monge silésio às 14:58
Quarta-feira, 04 de Setembro de 2013

1. No Verão, surgem os disparates mais arrevezados. Chamam-lhe "silly season". Quem não se lembra da "recuperação num semestre qualquer de 2013" do Pontal onde pontifica a sardinha assada, a febra, o copo? Discurso para a acefalia reinante, para a populaça que afundou o país mas que imagina que nada tem a ver com a crise.

 

2. A última da "silly season" vai para além do suportável. Bem diz Pacheco Pereira: 

 

"Toda a linguagem do Primeiro-ministro é de vingança, medo, e representa uma deriva cada vez menos democrática. Alguém lhe explique que em democracia há três poderes, executivo, legislativo e judicial. O executivo desde sempre "engoliu" o legislativo através da domesticação de partidos e deputados. Agora falta o poder judicial. Note-se a palavrinha "poder", que é o que lhe provoca fúrias.Sem leis tudo seria mais simples."

 

3. Concorde-se ou não com a decisão do Tribunal Constitucional, o certo é que foi na substância que o Governo perdeu. E é na substância que os termos deverão ser postos, nomeadamente por parte de quem nos governa. Quem não souber discutir na substância, que se cale, o qual é também um direito: o direito dos outros a não ouvirem espuma, estados de alma ou insultos.



publicado por monge silésio às 14:24
 
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