Domingo, 30 de Junho de 2013

..."A geração que hoje conta entre quarenta e cinquenta anos de idade terá sido, talvez, a mais maltratada, abusada e condicionada do longo século XX português. Persiste nesta gente um quase medo reverencial pelos lugares-comuns da cartilha marxista. Por vezes, falando com indivíduos que se consideram abertos ao mundo, esbarro com esse enquistamento, essa alimentação à força, esse abuso de confiança que tratou de os impedir da saudável procura da liberdade, apanágio dos jovens. Gente do PS, do PSD e até do CDS não consegue montar o discurso, estabelecer um racional, encadear argumentos sem que assomem ressonâncias dessas longas sessões de doutrinação - que duravam um ano lectivo -  e que os forçavam a pensar ao serviço de um partido político, de uma ideologia arcaica, simplificadora e totalitária. Muito daquilo que continuamos a ouvir nas longas como inúteis explicações para a crise presente - um concatenar de banalidades santificadas pelos queixumes do "social" - carrega o fantasma dessa "visão do mundo" (pelintra, odiosa, invejosa) que os comunistas e seus companheiros de viagem semearam sem oposição ao longo daquela terrível década em que a escola foi, para eles, o agente de destruição da liberdade."

 De M.C.B.



publicado por monge silésio às 22:15
Sexta-feira, 28 de Junho de 2013

 

 

http://tempocontado.blogspot.pt/2013/06/garantias.html

 

Lá era um momento de chegada, a Revolução em curso, agora é o momento ascendente com uma Revolução em curso.

A Europa com os seus altos índices de desenvolvimento vai percebendo que é a crédito. E vai percebendo que o tombo é grande

 

Somos governados por administradores da massa falida, expressão que captei hoje de Daniel Bessa, na "Quadratura do Círculo", mas muitos querem "direitos" a crédito...



publicado por monge silésio às 00:24
Quinta-feira, 27 de Junho de 2013

 

 

Fartinho desta gentinha que lê frase por frase, sem perceber que há uma estrutura de significado.

Antes, propõem-se adivinhar o que não se disse. Antes, se propõem adivinhar tudo aquilo que o texto não diz.



publicado por monge silésio às 21:26
Quinta-feira, 13 de Junho de 2013

 

 

...depois de falar na agricultura (que a destruiu), Cavaco mostra os dentes ... na Europa. 

Apela à memória, o seu cunho pessoal, o seu saber-fazer, a sua "história"...o resto daquela gente (os Delors e comparsas), diz, já está reformado, os Kohl´s, os Chirac´s, enfim. Pois é, era fácil ser-se governante quando havia dinheiro. Não há. E quando não há por nossa culpa, não há solidariedade.

Mas o PR acha que a Europa vai ouvi-lo, como se fosse a única esperança vivente ainda no poder político. Das duas uma, ou não querem perceber, ou percebem e vão empurrando para a frente o problema.

O mundo mudou. O capital escoa-se da Europa, foge mesmo, e vai atrás de quem o trata bem. E assim, milhões de seres humanos começam a ver as suas condições de vida melhoradas seja na América do Sul, ou em África.

A Europa continua no regulamento, na portaria, no papel, no direito à custa de um anónimo ou de uma ilusão, a fazer "paraíso" em comunhão, a reflectir numa realidade inexistente.

...mas Cavaco apela à união, à "Europa"...o seu apelo já não é a falência de Portugal em que participou, mas a de um continente.



publicado por monge silésio às 22:34
Quarta-feira, 12 de Junho de 2013

 

Porque desisti? Não, ... saí, ocultei-me.

Porquê? Não revelo.

Porque é que em Portugal diz não haver política?

Porque todos querem "coisinha" do Estado.

 

Porque diz que não há Direita em Portugal?

Não digo isso. Há a salazarenta. Mas agora sem expressão. No mais, a esquerda é chique.

 

O Cds e o PPD/PSD...?

Não diga disparates!, desde quando um partido que tem Marx na sua declaração de princípios, que tem a social democracia como fito político, que tem gente dos mais variados quadrantes como vira-casacas, e que não tem uma única ideia perene é de Direita?! O CDS é de centro de nome, ... dá para cristãos-sociais, democrata-cristãos que faziam melhor em não invocar algo em vão, liberais, e conservadores que ainda não têm expressão no partido. Ou seja, é tudo o que não seja socialista revolucionário. Não é política. Como não há sério apreço em Portugal pela liberdade individual, pela economia de mercado, pelo crescimento económico sem despesismo público, por um governo controlado e respeitador dos direitos individuais não há política, porque não há ideias, valores a serem defendidos, há só carreiras pessoais a serem geridas e conversa como se de futebol se tratasse.

 (...)

3-3-1993



publicado por monge silésio às 16:18
Terça-feira, 04 de Junho de 2013

 

Passaram-se dois anos.

A lenga-lenga dos “crescimentistas” e do “fora a troika” é a mesma.

9468 quilómetrosde estrada (num país sem fontes energéticas), 612 edifícios para universidades e escolas e  2 mil milhões de euros no abate de embarcações de pesca nada dizem aos portugueses a não ser “sardinha assada” e balões, empresários encostados e militantes partidários expectantes, votos e conversa.

A realidade começa a formar-se por necessidade, uma vez que a incompetência reinante percebeu que “cortes” é coisa de gente simplória com aparente ar de estudo.

É o próprio Estado que vai ter de diminuir a sua intervenção em áreas que apareceram nos últimos 60 anos e a isto chama-se reforma do Estado. Confundir o Estado (Segurança, Defesa, Justiça) com as coisinhas que o Estado dá é não perceber onde estamos e para onde vamos.



publicado por monge silésio às 16:26
Terça-feira, 04 de Junho de 2013

 

 

 

 

 

 

Hoje, precisamente hoje, cada português começaria a produzir (ou seria pago) para si. Hoje cada português mandaria àquela parte autarcas, ministros, gente do "guichet" que lhe lixa o juízo com o poderzinho, director geral do serviço da treta-mais-treta ou o coordenador da Coordenação Região das Berlengas e Arredores. Hoje cada português começa a pagar para o seu valor, para dar de si e nada lhe ser devido. Será? Não, mas bem podia assim ser, caso as promessas dos tiranetes não fossem compreendidas por uma Sociedade Civil fraca como "borlas" e votos.



publicado por monge silésio às 16:20
 
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