Terça-feira, 23 de Abril de 2013

"

A tolerância é uma das noções mais difíceis de compreender. Confunde-se geralmente com o relativismo epistémico e esta confusão denuncia incapacidade ou até falta de vontade para aceitar a tolerância. Os pensadores pós-modernistas são responsáveis por contaminar a cultura contemporânea com esta confusão grave, que acaba por tornar impossível a genuína tolerância.

Ser tolerante é aceitar o direito de alguém afirmar o que pensamos firmemente ser falso ou errado ou inaceitável ou ofensivo. Isto é de tal modo difícil de assimilar que os pensadores pós-modernistas se sentem na necessidade de declarar que não há "verdades", mas apenas "construções sociais da realidade". E, por causa disso, todas as diferentes "construções" são igualmente aceitáveis. Pensa-se então que esta atitude é tolerante, quando, ironicamente, torna impossível a tolerância. Pois se ninguém pode realmente estar errado nem dizer coisas falsas nem inaceitáveis, não podemos realmente ser tolerantes: limitamo-nos a aceitar todas as perspectivas que reconhecemos à partida serem tão aceitáveis como as nossas.

Pior: a falsa tolerância abre as portas ao fanatismo, cada vez mais presente na sociedade contemporânea. O fanatismo consiste em usar sistematicamente a noção de ofensa para silenciar os outros. Assiste-se assim à imposição de um discurso falsamente politicamente correcto, proibindo-se seja quem for de dizer seja o que for que possa ser ofensivo seja para quem for. Não se pode dizer que o cristianismo, o islamismo, o budismo ou o judaísmo são basicamente tolices supersticiosas, porque isso é ofensivo. Não se pode dizer, como James Watson, que os negros são menos inteligentes do que os brancos. Não se pode fazer cartoons a gozar com Maomé. E, numa reviravolta digna dos Monthy Python, os docentes da Universidade de Roma La Sapienza declaram-se ofendidos com as opiniões do Papa sobre Galileu e os estudantes encenam protestos mediáticos análogos aos protestos contra os cartoons do Maomé.

A tolerância pressupõe a convicção do erro. Só podemos tolerar o que estamos convictos de que é um erro inaceitável, uma falsidade patente, um absurdo ofensivo. Tolerar é tolerar humanamente. Não é tolerar epistemicamente, no sentido de defender que qualquer afirmação é igualmente justificável epistemicamente. Não é epistemicamente justificável a opinião de que o Holocausto não existiu ou que qualquer negro é menos inteligente do que qualquer branco ou que os seres humanos descendem de Adão e Eva. E é precisamente porque tais opiniões são claramente falsas, claramente injustificáveis, que podemos ser tolerantes relativamente a quem as defende. Ser tolerante é defender as pessoas que têm ideias falsas, idiotas ou inaceitáveis e atacar essas ideias; não é atacar as pessoas para evitar o incómodo de provar que as suas ideias são falsas. E, se tais ideias nos ofendem, paciência. Não é possível garantir a liberdade de expressão e ao mesmo tempo garantir que não seremos ofendidos."

 

  Daqui: http://criticanarede.com/ed_118.html

 

"

A palavra “tolerância” deriva de uma palavra latina que significa suportar e aguentar e isso influenciou o significado que atribuímos à palavra. Assim, dizer que uma pessoa tem uma grande tolerância à dor significa que é capaz de suportar muitas dores. Dizer que um professor revela grande tolerância face à indisciplina significa que ele suporta sem reagir comportamentos incorretos nas suas aulas. Aquilo que é objeto de tolerância é algo que é considerado negativo. Não se diz, por exemplo, uma pessoa tem uma grande tolerância ao prazer.

 

A pessoa que tolera faz um juízo negativo da coisa tolerada: considera que é uma ideia falsa ou uma ação incorreta, ou então que é algo de mau gosto ou perigoso, etc. Mas não tira consequências práticas desse juízo negativo: não age contra a coisa tolerada, não a reprime, não tenta impedir a sua expressão pública, se é uma ideia, nem impedir a sua realização, se é uma ação. A pessoa que tolera não tenta limitar a liberdade dos outros falarem e agirem como querem e procura coexistir pacificamente com eles, apesar de achar que não estão certos.

 

A tolerância é, portanto, diferente de aprovação. Tolerar não é o mesmo que concordar. A pessoa tolerante não aprova aquilo que tolera (podendo a desaprovação ter diversos graus), mas suporta a sua existência. Por exemplo: um seguidor da religião A considera que a religião B é falsa mas não tenta impedir ninguém de professar essa religião; um ateu considera que todas as religiões são falsas mas não tenta impedir ninguém de ser religioso.

 

A pessoa tolerante podia não ser tolerante e não suportar a existência daquilo que tolera, mas decide suportar porque tem razões para o fazer. A tolerância requer razões, motivos para justificar que se aceite algo que não se aprova. Por isso, a tolerância não é o mesmo que indiferença. A pessoa tolerante não é indiferente, não encolhe os ombros perante o assunto, ela considera que a coisa tolerada é errada, mas as razões que tem para a considerar errada pesam menos que as razões que a levam a não reprimir. Devido a essas razões seria errado não tolerar o que está errado.

 

Há diversos tipos de razões capazes de justificar a tolerância. Nomeadamente, razões morais, como por exemplo o respeito pela autonomia das pessoas; razões políticas, como a necessidade de assegurar a coexistência pacífica de grupos culturalmente distintos; e razões epistemológicas, como o facto de haver incerteza relativamente à verdade das opiniões em confronto.

 

A tolerância é, portanto, uma complacência com algo considerado errado baseada em razões consideradas mais importantes que esse erro. Por exemplo: uma pessoa acha errado recusar transfusões de sangue mas aceita que os crentes de certas religiões o façam pois considera que a autonomia individual e a liberdade religiosa são valores mais importantes que a saúde.

 

Se não há boas razões para ser complacente com algo que achamos errado, não há lugar para a tolerância. Se as razões para rejeitar uma certa prática são mais fortes do que as razões para a aceitar, então ela não deve ser tolerada. Ou seja: há coisas tão erradas, tão inaceitavelmente prejudiciais, que são intoleráveis e devem ser combatidas. Se não fosse assim a tolerância levar-nos-ia a aceitar práticas como roubo, o assassinato, a violação, etc. A tolerância tem de ter limites e é preciso distinguir o tolerável do intolerável.

 

Em resumo, a tolerância implica distinguir pelo menos estas três esferas: o que merece aprovação, o que é tolerável e o que é intolerável.

 

Quando se chega à esfera do intolerável, deixa de ser errado interferir. Não é, portanto, verdade que a tolerância seja sempre uma atitude correta perante a diversidade de costumes e práticas que existe no mundo. O que coloca, nomeadamente, o problema de saber quais são os meios de interferência adequados, de modo a que a interferência não faça um mal maior que a prática intolerável que se quer impedir.

 

Quando se diz que uma pessoa é intolerante isso significa que ela não tolera coisas que devia tolerar, por exemplo que os outros tenham crenças religiosas diferentes. Habitualmente não se chama intolerante a uma pessoa que não tolera algo que é intolerável, como por exemplo a pedofilia. (Mesmo que pareça, isto não é um jogo de palavras.)

 

Escusado será dizer que muitas vezes não é fácil distinguir com objetividade, e muitos menos de modo consensual, o que é tolerável do que é intolerável. Vejamos um exemplo bastante atual. Na comunidade cigana existe a tradição de as mulheres casarem muito novas, por vezes aos 12 ou 13 anos. Em Portugal, e muitos outros países, essa prática é ilegal, mas habitualmente as autoridades “fecham os olhos” e não intervêm. Essa atitude tolerante é apoiada por muitas pessoas, nomeadamente por sociólogos e outros cientistas sociais, mas é criticada por outras – que consideram que o casamento de raparigas tão novas é intolerável, ou seja, demasiado errado para ser permitido."

 

   Daqui: http://duvida-metodica.blogspot.com.br/2013/04/o-que-e-tolerancia.html



publicado por monge silésio às 11:17
Quarta-feira, 17 de Abril de 2013

 

 

 

 

 

 

Quero imaginar sob que traços novos o despotismo se poderá produzir no mundo: vejo uma multidão inumerável de homens (…). Acima deles eleva-se um poder imenso e tutelar, que se encarrega sem rival de lhes assugurar o prazer e cuidar da sua sorte. É absoluto, detalhado, regular, previdente e doce. Assemelhar-se-ia ao poder paternal se, como ele, tivesse por objectivo preparar os homens para a idade viril; mas ele não procura, pelo contrário, senão fixá-los irrevogavelmente na infância; gosta que os cidadãos se alegrem, desde que não sonhem com mais que se alegrar. Trabalha sem hesitar para a sua felicidade, mas quer ser desta o único agente e o árbitro exclusivo; providencia-lhes a segurança, prevê e assegura as suas necessidades, facilita-lhes os prazeres, conduz os seus pequenos afazeres, dirige a sua indústria, regula as suas sucessões, divide as suas heranças; não poderá mesmo furtar-lhes inteiramente a dificuldade de pensar e os trabalhos e as penas de viver? – A. Tocqueville, Da Democracia na América



publicado por monge silésio às 15:33
Terça-feira, 16 de Abril de 2013

"

There is no such thing as society. There is a living tapestry of men and women and people and the beauty of that tapestry and the quality of our lives depend upon how much each of us is prepared to take responsibility for ourselves and each of us is prepared and turn round and help by our own efforts those who are unfortunate.” M. Thatcher

 

É esta a frase. E não a que querem dar a entender.

O que diz é que não devemos esperar pelo Estado ou pela “sociedade” para resolver os problemas.

A sociedade é uma abstracção e o Estado, demasiadas vezes, um poder caro, despótico e pouco eficaz. O que existe e funciona é a tapeçaria viva de homens e mulheres que tentam melhorar a sua vida e a dos mais próximos.

Num país com escassa reflexão da ideia conservadora (Iluminismo Escocês, Adam Smith, Burke, Tocqueville) ...tudo é reduzido ao guardanapo, quando na mesa há um manjar.



publicado por monge silésio às 00:35
Segunda-feira, 15 de Abril de 2013

"

1. Já pouco sobrará para acrescentar sobre o acórdão do Tribunal Constitucional (TC) relativo ao Orçamento de 2013 (OE 2013), comentado e glosado que foi em todos os tons e decibéis e em todos os registos emocionais. Mesmo assim, senti-me tentado a passar pelo foro. Tentação difícil de ultrapassar sobretudo pelo aliciante de saber que iria caminhar de encontro ao vento, de ir contra a corrente e até contra interesses próprios, contra o conforto de, ao menos este ano, ter mais um mês de salário. Uma sensação de conforto em que não estarei isolado, não sendo irremível heresia acreditar que até posso ter a prestigiante companhia dos conselheiros do TC.
Mas é por esta margem e contra a corrente que vou.
Jurista por vocação e profissão não me identifico com partes significativas do acórdão.
Uma dissidência que passa tanto pelo teor dispositivo e pela fundamentação como pelas expectativas a que abre a porta, a deixar recear comprometedoras frustrações colectivas. Além do mais, por se afigurar que o TC não levou muito longe o cuidado com as exigências da coerência com os (seus) princípios e critérios, nem com a contenção recomendável para, aqui e ali, não invadir terrenos que estão para além da sua legitimidade. Não sendo seguro que, no caminho, não tenha inconstitucionalmente violado o princípio constitucional da separação de poderes. Claro que o Governo, os órgãos de soberania, em geral, e a Administração têm que respeitar (e cumprir) intransigentemente o acórdão. Não assim os cidadãos livres. Menos ainda os juristas, que não têm que se curvar perante as decisões do TC. De que podem discordar em toda a linha e que podem levar ao pelourinho intransigente e cortante da crítica. Nesta veste, o jurista não reconhece o Roma locuta, causa finita nem conhece a suposta força do caso julgado: sobra-lhe sempre o recurso... para as páginas das revistas da especialidade, para os bancos das escolas onde ensina e discute, para as mesas-redondas de todos os debates, de todas as concordâncias/discordâncias.
2. A começar, todos prestaremos tributo irrestrito à crença axiomática na superioridade e na prevalência da Constituição sobre a lei (ordinária) do Orçamento. Um enunciado que leva consigo uma redução da complexidade cuja superação é cometida ao legislador. Mas um enunciado cuja fecundidade heurística não justifica expectativas elevadas. Não tem por si a linearidade unívoca, a oferecer directamente soluções legais, impostas com a evidência do brilho das estrelas ou com a força inultrapassável da última Tule. Bem vistas as coisas, um truismo irrecusável, mas cujo significado, na perspectiva da solução do problema que estava sobre a mesa, é pouco mais que nulo. Trata-se, na verdade, de um enunciado em cuja indeterminação e contingência se reflectem e amplificam a plasticidade e a insegurança de cada uma das palavras e dos conceitos que o integram e suportam.
O que é, em definitivo, a Constituição, projectada sobre a realidade económico-financeira no contexto do Estado de direito? E a contingência que se deixa adivinhar avoluma-se e multiplica-se, se no caminho da aproximação aos problemas reais, se perguntar: o que é igualdade - e reversamente o que é desigualdade intolerável - na Constituição económico-financeira do Estado de direito? E ainda: o que é igualdade na Constituição económico-financeira de um Estado de direito, num tempo em que, em rigor, nem sequer lhe assistem as credenciais de um verdadeiro Estado, tolhido como está da liberdade de movimentos em matéria económico-financeira, exposto à devassa e à vigilância panóptica de terceiros a que temos de obedecer para sobreviver?
Voltando à pergunta originária: o que é/significa, aqui e agora, a Constituição (económico-financeira), coisa de que todos falamos, não sendo, todavia, seguro que haja duas pessoas a falar da mesma "coisa"? Para pôr a descoberto os coeficientes de contingência, variabilidade e indeterminação, nem será necessário deitar abaixo as bibliotecas e convocar a autoridade dos nomes maiores da reflexão e da teorização hermenêutica, e da teoria da linguagem. Porque um facto vale mil teorias, basta um episódio da experiência: o tratamento da contribuição extraordinária de solidariedade.
Se houvesse 100 constitucionalistas em Portugal, a esmagadora maioria, para aí uns 87, poderiam ter-se pronunciado pela inconstitucionalidade da medida. Sobravam 13, a pronunciar-se em sentido contrário. Só que, por capricho do destino, estes têm assento no TC e têm a legitimidade para emprestar a razão da força à sua (leitura da) Constituição. Mas não é certo de que lado está a força da razão. Dúvida que se manteria na hipótese contrária de haver 87 constitucionalistas a pronunciar-se pela constitucionalidade, com os 13 constitucionalistas do TC a pronunciarem-se pela inconstitucionalidade e a impor a "sua" Constituição. Assim, irredutível a pergunta: posta entre parênteses a razão da força, onde está a força da razão? Onde está, o que é, "em tempos de cólera", a Constituição económico-financeira?
3. Um apontamento breve sobre a igualdade, categoria e princípio em nome do qual o TC decretou a inconstitucionalidade de algumas medidas do OE/2013, à semelhança do que fizera já para o OE/2012. O TC verteu o mesmo direito, a "mesma" Constituição sobre duas constelações irredutivelmente diferenciadas e assimétricas.
Ao elaborar o OE/2013, o legislador introduziu significativas alterações, ditadas precisamente pelo propósito de responder às exigências e injunções anteriormente sinalizadas e prescritas pelo TC em nome da igualdade. Só que, revertendo sobre os seus próprios critérios e a "sua" Constituição, o TC continuou a impor o mesmo juízo de inconstitucionalidade. Em nome da "mesma" Constituição e da "mesma" igualdade, o TC julgou da mesma maneira coisas profundamente desiguais. Bem vistas as coisas, sobra líquido que o legislador respeitou o TC. Não é seguro que o TC se tenha respeitado a si próprio ou, se se quiser, que os seus heterónimos se tenham respeitado entre si.
4. Uma evidência: não foi o TC que criou o défice, que já antes se conhecia e reconhecia. Segunda evidência: na parte em que decidiu mal, o TC converteu o buraco preexistente na imensa cratera hoje subsistente. Na linguagem d" O Génesis, na medida em que decidiu mal, o TC realizou o "segundo dia da criação" do défice. Nessa mesma medida, muitos dos novos sacrifícios que se adivinham trarão a indelével assinatura do TC.
5. E o pior não está aqui. Pior do que os sacrifícios do presente, que conhecemos e apalpamos e cujos contornos logramos recortar, são os difusos e inomináveis sacrifícios futuros que o acórdão traz no bojo.
Temos em vista o obscuro e "parquinsoniano" conceito de igualdade que o TC projecta para enquadrar e regular as relações entre o público e o privado. Um conceito tão incontrolável como os pronunciamentos da Pitonisa, capaz, também ele, de, ao mesmo tempo, significar tudo e o seu contrário, de abrir para todas as verdades e todos os futuros. Podendo mesmo valer como legitimação antecipada do desmantelamento irreversível da função pública, com o que ela tem de específico e nobre. O acórdão pode, assim, representar a concretização perfeita do Cavalo de Tróia: oferece aos funcionários o presente de mais um salário, mas aponta - e legitima - o caminho que pode retirar aos funcionários o direito a sê-lo. Descontada a surpreendente complacência com a redução dos salários.
6. Têm-se feito ouvir vozes a denunciar o que designam por uma "conspiração", que seria protagonizada pelo Governo, pela troika e por outros. Coisa que não sabemos a quem imputar: se à prodigiosa imaginação dos espíritos que "criaram" a conspiração; se ao fulgor intelectual dos que a "descobriram". Uma coisa sobra líquida: os criadores/descobridores da ideia terão de acrescentar o TC ao número dos suspeitos da conspiração. É um papel que o TC não terá procurado nem querido, nem merecido. Mas uma máscara que, objectivamente, ele próprio afivelou."
 
Costa Andrade, em "Público", 14/04/2013


publicado por monge silésio às 15:00
Segunda-feira, 15 de Abril de 2013

Bagão Félix e Ferreira Leite irritam qualquer pecador devido a não serem apenas Keynesianos (são aqueles tipos que desde a direita paroquial até à xuxialice com hífen ou sem hífen são ouvidos porque dizem que "há sempre dinheiro" pois prometem) , mas dado terem sido ministros das finanças durante a década passada, sendo que o segundo iniciou a desorçamentação e os truques contabilisticos das receitas extraordinárias e que durante o tempo que lá estiveram apenas aprofundaram os problemas de Portugal, expandindo o Estado e criando as condições para o desabar economia, e hoje aparecem na televisão (verdade que os verdadeiros culpados são os que os convidam mas... também os convidam porque a populaça gosta de ouvir politicos que "fazem coisas com o dinheiro dos outros"). Dos outros, desde um PM (que pôs um pedregulho final para ir tudo por água abaixo), até um ministro das aldeias, um da defesa e  outro da comunicação social, tudo zarpa no Governo porque o bom homem português depois de levar o gado a pastar de fim de semana gosta de laracha (...sempre é melhor que ouvir a sonsa da mulher e os óps e iôs dos cabeças-de-vidro de agora e que vão no banco de trás (dizem que é hiperactividade, nome moderno para má educação ou falência da administração do tabefe)). Como laracha gosta depois de um dia de trabalho perante o "arrotas-pescada" com linguagem do "business" (mas que só tem negócios com o instituto, com o hospital ou câmara...).

Se há, é porque o "puôbo" gosta. Se gosta, bota lá "cuômentadores"...

Substância ? Nada.

Ninguém tem a coragem de dizer: o Estado é caro em Portugal, não produzimos para tanta coisinha de borla; não podemos ser como os outros, ...somos pobres pois nunca deixamos de o ser.



publicado por monge silésio às 00:11
Segunda-feira, 08 de Abril de 2013

 

 

 


 

 


 

 

 


 

 

Sempre inspiradora!

 


publicado por monge silésio às 14:46
Segunda-feira, 08 de Abril de 2013

Não é o Euro que está errado meu Caro, o Euro não é bom nem mau em si mesmo - será bom ou mau em função do uso que dele fizermos - e até foi na altura incensado como um enorme progresso para Portugal.

O erro esteve nas políticas que ao longo de muitos anos, quase 20, ignoraram as exigências próprias de um novo regime económico em que os instrumentos de que dispunhamos com moeda própria deixaram de existir.
Como não fomos capazes de entender isso, atirar hoje as culpas para o Euro significa abdicar definitivamente de qualquer solução para o problema que nos atormenta.

Os Portugueses vão ter de escolher:

Mais impostos? Menos emprego, porque menos investimento (só há um possível : o do estrangeiro e privado, os partidos não dão dinheiro, dão promessas)

Cortar serviços? Parace óbvio há anos. Os alemães e os finlandeses fizeram, não são os contribuintes desses países que irão pagar para mantermos os nossos.

No corte dos serviços, impõe-se o velho dilema da filosofia política: até onde pode ir o Estado?

A meu ver, como sabe, o Estado não pode ir, ir é intrometer-se na Sociedade Civil.

O Estado está, conserva-se e assim DEFESA externa (funções de defesa territorial, e de rapina(caso queira expandir-se)) e interna (segurança dos seus membros entre os mesmos e justiça, delimitação de espaços de liberdade entre os membros). Mais nada, o resto são tiranetes balofos a gastarem do nosso valor.

 



publicado por monge silésio às 11:52
Domingo, 07 de Abril de 2013

Poucos saberão de onde vem a expressão "isto é o Uganda, o Quénia ou a Tanzânia!", frase repetida vezes sem conta perante amigos, familiares ou perante alguns cavadores da Nação no início de 90 num determinado Congresso partidário por este v/ criado atento o falecimento do amo.

Esta frase ainda tem hoje umas amostras na net, sítio onde algum cuidado se impõe perante a democrática sabedoria que por aí pulula. Com factos, encontrei esta e que diz respeito a países com o referente "socialista" na Constituição.

 

Noutro dia, perante economistas (muitos deles deveriam estudar como no séc. xviii era ensinada a "economia" e qual o "saber" fundante...mas andam esquecidos na matemática) lá ouvi a frase dos "almoços grátis" que aqui na choldra muitos (mesmo muitos...até no cds) desejam existir. A frase é de M. Friedman, responderam-me com o César das Neves.Siga, nem prestei a atenção pois no meu juizo rapidamente a acidez tolha-me a visão.

Aqui vai, de forma simples, a famosa aula que este Homem de simples ensinamentos, e sempre com reporte aos clássicos (ex. Bastiat), usou a expressão, agradecendo ao insurgente "LibertyPen" a indicação.

 



publicado por monge silésio às 11:45
Sábado, 06 de Abril de 2013

http://www.tribunalconstitucional.pt/tc/acordaos/20130187.html

 

Em cima encontra-se a ligação ao recente acordão do Tribunal Constitucional que vai tirar aos credores cerca de 0,75% do PIB.

 

Em vez daquilo, impõe-se agora outras medidas do lado da Despesa.

 

O tempo da Justiça não é o tempo do "achar" dos jornalistas e comentadores furtivos encostados ao Poder.

 

Mais uma vez o sagrado direito da propriedade (salários) e o conceito de dignidade da pessoa humana (princípio constituinte, art. 1º da Constituição) não foram atendidos (apesar de alguns votos de vencido).

 

Obviamente cada juiz não segue a partidarite, o circo nem o adro e sua procissão. Só a acefalia reinante assim o julga. Segue o Direito, e de acordo com uma visão ideológica do mundo e da vida. É ler, e lendo percebe-se a resolução do conflito de princípios através do discurso necessariamente jurídico e só jurídico.

Impunha-se algum conhecimento de economia, mas para tanto os juristas alheiam-se. Mas repete-se direitos são desejos, desejos são ilimitados...os recursos limitados.

 

Se quiserem mudem o Direito, para tanto mudando o Povo que nele vota.

Urge cortar onde sempre se disse que se impunha cortar de início: coisinhas, tiranetes locais, crostas fiduciárias.

 

Nasceu um novo paradigma. Agora é saber ... saber ... e não ir ao mais fácil por não...saber.

Estamos sob Ocupação invisível, e quem assinou deverá governar.



publicado por monge silésio às 07:15
Quinta-feira, 04 de Abril de 2013

Quem?, ...melhor do que...

 

 



publicado por monge silésio às 16:35
 
Abril 2013
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
10
11
12
13

14
18
19
20

21
22
24
25
26
27

28
29
30