Sexta-feira, 29 de Março de 2013

Não!, não se trata do facto político da semana de acordo com o movimento pensante que por aqui pulula. Não se trata de descrever uma narrativa, mas tão só procurar uma verdade. O que é bem diferente.

Álvaro Santos Pereira é "um daqueles ministros que dá palmadinhas nas costas dos empresários e os deixam utilizar os fundos do Estado para os seus negócios? Será porque Álvaro, finalmente, não entende as funções de ministro da Economia como muitos (ou todos) os seus antecessores? Como uma espécie de delegado sindical dos empresários dentro do Conselho de Ministros? Na verdade, bem ou mal, Álvaro lá teve a sua concertação social, lá falou da única medida positiva que se ouviu durante estes tempos (uma redução de impostos, no caso o IRC). Em suma, não se distinguiu particularmente pela negativa em relação aos seus pares. A dúvida persiste, pois. O problema está em Álvaro ou em quem quer correr com Álvaro?"



publicado por monge silésio às 09:49
Segunda-feira, 25 de Março de 2013

Para se escolher um movimento político, um partido, tarefa principal é a de saber que valores se dá prioridade para organizar uma sociedade ; só depois, olhando ao cardápio existente se faz a escolha e se luta por essa escolha. É a Ideia que ilumina as nossas acções na política e não este ou aquele, até porque as escolhas desse ser poderão não ser as nossas.

Em Portugal, os politicos comentadores são um ex libris numa sociedade política acéfala e que não tem a propensão para a reflexão.   



publicado por monge silésio às 14:35
Segunda-feira, 25 de Março de 2013


publicado por monge silésio às 14:21
Sexta-feira, 22 de Março de 2013

OS SOCIALISTAS do CDS: Em Portugal o CDS declara a sua disponibilidade para discutir a subida do salário mínimo.

NUM PAÍS A SÉRIO, incumbiria a cada entidade patronal oferecer quanto paga de salário...

SE a CIP quer subida de salário mínimo escreva aos seus associados ... e não faça os outros de idiotas.



publicado por monge silésio às 14:16
Quinta-feira, 21 de Março de 2013
"Não entendo como a felicidade de aprender é partilhada por tão poucos  - essa felicidade que iluminou toda a minha vida, e fez dela uma existência sem rotina e sem tédio. Gostaria de perceber como é possível que o prazer da descoberta não desempenhe na vida da maior parte das pessoas o mesmo papel que nelas desempenha o prazer de amar ou de possuir (...)
Nenhuma sociedade havia dado, antes da nossa, instrução a todas as crianças e liberdade a todos os adultos. Esta dupla oportunidade, a crer no sonho social de muitos utopistas, deveria ter despertado o gosto pela iniciativa, o desejo pela investigação, uma curiosidade insaciável. Aconteceu, apenas, que esse sonho não se concretizou. O que vemos à nossa volta é uma passividade generalizada, um conformismo moldado pela pressão mediatico-publicitária. Todas as atitudes se tornam previsíveis, todas as reacções esperadas - os sinais de um condicionamento tristemente eficaz estão por toda a parte visíveis.
(...)
As sensações que experimentara no contacto com o mundo da ciência - a vertigem da ignorância, a angústia do erro, o esforço de aprender, o prazer da descoberta, o jogo da simplificação -, voltei a encontrá-las na abordagem de outros domínios, quando a ciência deixou de me interessar. À beira dos sessenta anos, continuo a sentir-me como sobre uma linha de partida, pronto para novas expedições. No dia em que a minha curiosidade esmorecer, nesse dia saberei que o meu tempo terá passado.
Essa felicidade que busco através da curiosidade não é, no entanto, uma extravagância nem, aliás, uma esquisitice da minha natureza. Há mais gente assim. Gente com pude partilhar uma espécie de cumplicidade gustativa e um pouco glutona. Há mais gente do que se pensa a cultivar o seu jardim secreto. Diferem todos uns dos outros, é certo; cada jardim tem as suas flores e os seus arbustos próprios, mas o que une todos os jardineiros é o amor com que se entregam à tarefa, unicamente interessados no prazer que ela lhes dá."

Referência completa: Closets, F. de (2002. Edição original: 1996). A felicidade de aprender e como ela é destruída. Lisboa, ed.Terramar, 9 a 13



publicado por monge silésio às 15:15
Quinta-feira, 21 de Março de 2013

Caro L.R., em relação ao debatido:

Um banco deve falir. E os seus depositantes devem arcar com as consequências...; não há outra forma. Quem quer viver com alguma segurança, informa-se, sabendo que as circunstâncias mudam, e tudo muda. Esta coisa do estar parado não existe.

A banca é um negócio arriscado porque os bancos são empresas altamente alavancadas.

Num  sistema bancário de reservas fraccionárias, os "depósitos" não são depósitos (ou seja, contratos relativos aos serviços de custódia) mas antes empréstimos aos bancos e, como tal, empréstimos a negócios altamente alavancados.

A maioria das pessoas nos países desenvolvidos acostumou-se a não se preocupar com a saúde de cada um dos bancos individualmente considerados.

Elas têm sido, ao longo de décadas, levadas a acreditar que todos os bancos são regulados pelo Estado e, em última análise, protegidos pelo estado.

 

É verdade, mas apenas na medida necessária para que os bancos possam assumir riscos ainda maiores e se alavancarem ainda mais.

A "protecção" do estado criou agora um monstro bancário que está engolindo os recursos do próprio estado.



publicado por monge silésio às 10:45
Quarta-feira, 20 de Março de 2013

"...

A demagogia mais perigosa encontra--se em outras paragens, e é especialmente nociva quando é dirigida a um eleitorado particularmente pouco preparado para a detectar, como é o português.

Julgo que esta falta de preparação em Portugal decorre de dois efeitos. Em primeiro lugar, do atraso na alfabetização, que só chegou verdadeiramente em meados do século xx. Em segundo lugar, da falta de cultura científica e de apreço pelo rigor, que Eça de Queiroz já salientou em “Os Maias”, na voz do avô do protagonista: a “mania [dos portugueses] é fazer belas frases, ver-lhes o brilho, sentir-lhes a música. Se for necessário falsear a ideia, deixá-la incompleta, exagerá-la, para a frase ganhar em beleza, o desgraçado não hesita... Vá-se pela água a baixo o pensamento, mas salve-se a bela frase”.

Um certo tipo de demagogia é a defesa de objectivos óbvios, sem entrar em detalhes sobre os instrumentos necessários - e possíveis - para alcançar aqueles objectivos. Hoje há muita gente que é a favor do crescimento e do emprego, como se houvesse alguém que fosse a favor da recessão e do desemprego. Infelizmente, muitos portugueses param aqui e ficam logo satisfeitos, como se isto fosse algum programa político. Dizer que se é a favor do crescimento económico vale tanto como afirmar que se é a favor da felicidade ou como defender que se deve achar a cura para o cancro.

..."

 

Os juristas diriam ... "factos conclusivos"... 



publicado por monge silésio às 16:10
Quarta-feira, 20 de Março de 2013

1.- Depois de ter havido o cuidado de ser anunciada a existência de duas leituras da norma referente à limitação de mandatos autárquicos, e os riscos em causa eis que ...

 

2.- Já sabíamos que os nossos parlamentares pouco querem saber do mundo ... mas ele existe com diferentes tonalidades, perspectivas, que só o estudo poderia fazer critério ... e que só a palavra clara arreda.

 

3.- Ainda numa fase cautelar, é certo, foi tomada a decisão. Era previsivel? Não sei. Era possível? Aí está.



publicado por monge silésio às 15:41
Terça-feira, 19 de Março de 2013


  1. Belmiro de Azevedo disse no Clube dos Pensadores que é "preciso acabar com o mito": "não sei porque não deve haver economia baseada em mão de obra barata. Senão não há emprego para ninguém"; "Depois de financiar o Estado e a actividade bancária não sobra dinheiro para chegar à economia; "A banca travestiu-se"; "Uma empresa quando erra não tem a capacidade de tributar um cliente".



  2. Comentário: Há alguma mentira nisto ? Finalmente que alguém das nossas elites abriu a pestana, independentemente da "sensibilidade" e "respeito" do Arménio do Sindicato.




publicado por monge silésio às 22:03
Segunda-feira, 18 de Março de 2013

 

1.Vitor Gaspar não levou o país à bancarrota, porque ele já lá estava quando assumiu funções, nem dispôs de meios faraónicos para o recuperar, mas emprestou o seu nome a uma estratégia de recuperação que não podia resultar. E disso é inquestionavelmente responsável.

2.Logo no início de funções deste Governo, deveria ser feito corte na DESPESA (extinguir autarquias, fundações, alteração de clausulas contratuais por alteração das circunstâncias à base dos contratos de concessão, despedir, liberalizar o licenciamento industrial). Não foi feito, e agora a malta está muito mais emocionada. Pudera! Violou-se a propriedade. E agora já compreendem o ser e o ter? E lembram-se do "ser acima do ter" e linguagem parecida do país mágico?



publicado por monge silésio às 13:43
 
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