Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2013

"Lá vem a Grândola, os democratíssimos punhos odiosos lembrando malfeitorias de outros tempos, a exigência da queda do governo e de novas eleições; como sabemos, tudo práticas correntes naquelas defuntas sociedades de antanho que foram o sol radioso - a aurora dourada, o sendeiro luminoso - que se afirmavam paraísos para trabalhadores, mas onde não havia nem pão, nem liberdade, e onde em cada esquina a igualdade era desmentida por um bufo, um polícia da secreta ou uma loja exclusiva para os apparatchik do partido.  Esta matulagem não é, convém lembrar, o quarto estado, a fome estampada no rosto, os ventre-ao-sol minados pela tísica. Não, trata-se da tal "classe média" convocada por sms, arrebanhada pela sede local do partido, transportada e alimentada pela indústria do protesto para estas bravatas. Sintoma claro da metadona, do fim do Estado à Cavaco/Guterres/Sócrates (oferecendo o que não era nem deles nem nosso) e, sobretudo, a absoluta incapacidade para oferecer uma molécula alternativa ao descalabro de décadas...."

 

Agora, ... agora "Portugueses sentem-se Europeus, mas pouco" (Expresso via Sapo), pudera!, acabou-se o pilim para o quivi no Minho, ou o guito para uns "estágios" de papo para o ar...



publicado por monge silésio às 11:57
Domingo, 24 de Fevereiro de 2013
 

 

Gente  incapaz de medir "a extensão do declínio do Ocidente - pessoas presas da rasteira demagogia que inunda o discurso lírico daqueles que clamam por benefícios e redistribuição de uma riqueza que já não existe - pode insistir no mito do Estado Social e no abundantismo das sociais-democracias.

Há quem se recuse aceitar reformas profundas e, assim, atalha o caminho para a regressão e o sub-desenvolvimento, julgando estar a defender uma causa nobre que esconde, afinal, casmurrice, cegueira, iletrismo económico.

Não há agenda ideológica neste antro, há aritmética, a da boa! (e que os de agora desconhecem nos dedos e no lápis), sem modelos, nem derivadas polinomiais.

A Europa encontra-se a empobrecer.

Meia dúzia de bonzos e gente desocupada cantarola para o momento. Um hino de gente que produzia, que trabalhava, sabia fazer coisas, é agora cantarolado com mau gosto. Nem um violino epifânico, ou um clarinete bucólico. Não ! Um entulho da voz, no meio da risada cansativa "à Badaró". O "top dos tops" ainda vai para a lengalenga do Graça cantarolada há meses atrás, aí ainda mereciam uma moeda caso estendessem chapéu...moeda ganha com suor e não trabalhada ao "balcão" (subsídio).

 

Estando em acesa luta no prato com parte de um galo, apanhado de enfiada, ouço "Portugal não é a Grécia". Ronhó-nhó. Prof. Marcelo, ronhó-nhó."Porque nós temos sabedoria." Ronhó-nhó. "Pacíficos". Ronhó-nhó. Enfim, gente sábia ... que manda um país três vezes à bancarrota em 38 anos, elege-os e julga que eles é que assaltaram o Poder; gente pacífica ao ponto de assassinar chefes de estado ou ministros em dois séculos;

E Papas. Ronhó-nhó. "E católicos disto e daquilo". Ronhó-nhó.

Sobre a descida de "rating" da Grã-Bretanha...

Sobre o preço da gasolina...

Sobre a extinção de dezenas de serviços do Estado...

Para ser simpático, diz balelas que as "pexoas" gostam de "oubir". As Constanças do regime são assim.

 

 Programa coerente e consistente em alternativa? Nenhum.

Enganou-se o Ministro das Finanças? Sim. E? E depois?

A realidade é bem pior, garanto-vos; mas não foi assim que se viveu enquanto se empobrecia? Não foi com mentiras, e ataques vis aos "velhos do Restelo", "pessimistas", "inimigos do progresso", sem ponta de argumento científico, que cabeças falantes iam denegrindo este e aquele ?

O Seguro que afine porque a malta quer pão e circo, só que ... lá fora não se esqueceram. E o dinheiro também começa a escassear...

 "Contra factos, não há argumentos" Ronhó-nhó.


publicado por monge silésio às 22:55
Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2013

 

 

http://criado-de-chesterton.blogs.sapo.pt/46722.html



publicado por monge silésio às 01:31
Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2013

 

 

As centenas de pessoas que decidem como alocar os recursos do estado, eleitas por milhões, não podem ter na sua mão metade do rendimento do país (as receitas dos impostos).

Muitos acusam os políticos do passado pela situação actual do país, mas este é um pensamento perigoso porque assume que com pessoas diferentes o resultado teria sido outro. Não teria.

No quadro de partidos actuais, e de acordo com as ideologias dominantes (PSD (social-democrata "máisx ó menosx"), PS (social-democrata a sério), CDS (demo-"cristão"), ...todos com "S" portanto), a sociedade civil deve ser adocicada para que permaneçam no poder. Chamam "desenvolvimento social", treta que a massa acéfala maioritária vai atrás.

A solução não é rezar por políticos mais competentes ou menos coruptos no futuro, mas garantir um enquadramento em que lhes seja dado menos poder.

Menos tiranetes portanto.



publicado por monge silésio às 01:10
Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2013

As interpretações históricas da Constituição Portuguesa vigente vão na senda de maior despesa pública, escravizando uma sociedade civil inteira.

Não é por estar escrito que tenho direito a emprego ou a comer que a empresa aparece ou as batatas aparecerão no meu prato. Alguém tem que a criar ou que as produzir.



publicado por monge silésio às 00:56
Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2013

 

 

 

 

O que irá ser tornado público nas próximas semanas são meros cortes nas prestações estatais que deviam sê-lo há anos atrás, nada tendo que ver com o Estado Social.

Um Estado Social de um determinado País é uma medida. É a capacidade de prestar coisas que de outro modo muitos não teriam acesso fácil.  Mais borlas, mais impostos.

Gastar dinheiro de quem produz é um assunto sério.

E quando se enfraquece o tecido produtivo, retiram-se contribuintes...;

Menos contribuintes, mantendo-se os "serviços estatais" ...só a crédito.

Para ter crédito, é preciso mostrar capacidade de pagar.

...sem contribuintes, não há Estado: há uma selva.

 

 



publicado por monge silésio às 16:23
Quinta-feira, 07 de Fevereiro de 2013

 

 

...quando o sistema político precisa dos Tribunais para resolver "casos"-limite...

(recordando a treta dos autarcas e das recandidaturas)



publicado por monge silésio às 10:30
 
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