Segunda-feira, 28 de Janeiro de 2013

 

 

 

Regresso ao pó da Terra. O último que ninguém vence. Mas nós temos Memória.

http://portugaldospequeninos.blogs.sapo.pt/3343532.html



publicado por monge silésio às 17:11
Quinta-feira, 24 de Janeiro de 2013

1.- A jogada foi de mestre. Antes de setembro, uma ida aos mercados. Isto é, para além do "guito" emprestado pela Troika a cerca de 3,5% aprox., Portugal foi testar fora ... e a cerca de  4,89% vendeu dívida a americanos e ingleses, cerca de metade, a franceses e portugueses, tudo 15% aprox, e a asiáticos, 9%. Se fossem 12 000 milhõesde dívida...era comprada!

 

2.- Vários mercados passaram a confiar em Portugal. Confiar é dar regras para prevêr o futuro, pois ninguém o consegue prevêr. Portugal esteve 18 meses a tentar convencer outros que é capaz de gerar confiança. Construiu factos para alicerçar uma ...convicção de confiança. Regras foram executadas. Regras básicas que uma dona de casa percebe. O TóZé não percebe isto porque nunca vendeu, e acha que lhe "dão" emprestado...; há um ano atrás, não tínhamos...argumentos...factos. Tínhamos paleio e uns tipos que diziam haver dinheiro em Marte (os do crescimento).

 

3.- E o Estado?

 

4.- Teremos que andar a pedir emprestado sempre? Ou pedir menos? Se queremos pedir emprestado como há uns anos atrás teremos que produzir mais; para produzir mais temos que colocar cada tiranete administrativo fora do caminho, baixar impostos, dar a oportunidade a cada ser-único de mostrar que é único.

 

5.- Lembram-se daquela reformada quarentona que era tiranete local? Pois, há mais de um cento deles..; fez-se algo? Zero. Não há extinções de câmaras, nada. Só coisas pequenas para parolos se divertirem ao paleio após torrada e meia-de-leite e uma madeixa.

 

6.- E os acomodados que se passeiam nas direcções gerais, nas empresas públicas, nas administrações hospitalares...? Coisas pequenas.

 

7.- Um pirilampo é um animal pequeno; e que dá uma luz pequena e intermitente; é o estado em que estamos, e em que nada mudou no Estado que temos.



publicado por monge silésio às 00:22
Domingo, 20 de Janeiro de 2013

 

Num encontro que tive com pessoa de cabelos brancos e uma meia dúzia de décadas de vida, a reflexão que se segue veio de forma imediata, clara, cheia de luz, atenta a evidência da factualidade que a suporta.

Anos que medito nisto, mas infelizmente para alguns seres humanos bem encostados e pouco dados ao pensamento isto não era claro.

O ser que me caiu no presente do encontro referido trabalhou nas Lajes. Tem histórias maravilhosas, algumas dos idos anos de 70 e que fazia estremecer de vergonha muitas das ideias que pululam na feira de vaidades históricas deste País nomeadamente no campo da omissão. Deixá-lo. Agora tristonho pois o seu referencial de vida irá desaparecer ou pelo menos de diminuta importância existir.

 

Chame-se o que se quiser mas militar e económico coexistem.

O crescimento chinês, coreano, malaio, ultrapassando o japonês fez com que nos idos anos 90, com a alteração dos acordos do GATT, o económico se virasse para o Pacífico, deixando o Atlântico de 500 anos de império.

 

Cada vez mais o comércio mundial se centra na Ásia e menos na Europa.

Em 2002 existiam 3 portos europeus e 1 americano entre os 10 maiores do Mundo. Hoje existe apenas 1 porto europeu nesse top10: Roterdão, e em 10º lugar. Factos que significam.

Nos EUA, os portos com mais trâfego localizam-se na costa do Pacífico e não no Atlântico.

A Europa, que foi o centro económico, político e comercial do Mundo durante vários séculos passou agora para a periferia de um mundo cada vez mais centrado na Ásia e no Pacífico.

As evoluções demográfica e económica recentes só tenderão a reforçar este efeito.

 

Ao nível de estados com pouco poderio militar, muitos fizeram o trabalho de casa.

Tiveram políticos à altura dos tempos.

Bem sei que sou chato por repetir mas as evidências não escondem o que já era evidente há 20 anos: Singapura e Coreia do Sul fizeram trabalho de casa de décadas.

Baixaram custos laborais e fiscais. Têm taxas fiscais mínimas, trabalha-se com gosto porque se sabe que não há "assaltos" governamentais, nem tiranetes "legais" a enfiarnos ideias tolas seguindo-se uma política de sociedade civil forte com mínima tirania.

As Lajes deixaram pois de ter interesse...a Europa burocrática, "social", palavrosa, continua... A Guerra aqui não terá interesse (P.S.: as guerras têm também "rankings"...a da África Ocidental (Mali, Mauritânia) só tem interesse agora porque a Argélia é o 4º maior produtor de gás natural; acaso pereceberam o que se passou na Mauritânia em Agosto de 2007?).

E aqui discute-se 4 mil milhões de corte no Estado-rebuçado. "Peanuts". Nem com 15 mil milhões...e esta é a verdade que não se diz porque cria "tristeza" nas "pexoas".

 Aqui a celeuma, as "Constanças" do quotidiano, em hora de ceia e de recolhimento, a gritar contra o nada e o óbvio, nada dizendo (porque não sabe) de alternativo..o T´Zé a parecer-se com o Ricardo Araújo Pereira nas suas múltiplas personagens, o "boy" do Parlamento a rir-se quando o outro "boy" fala, e caretas, e palmas, e ginástica sueca para a votação, ...santa comédia! Já não bastava a gente tosca (bem falante para a maioria), parola (em traje de gala a ajustar com o négligé pseudo-informal) que nos vai sendo colocada no poder por uma sociedade civil acrítica, pouco dada ao esforço mental.

Os EUA, sem serviço da outrora palavra, encostados a um governante que bem podia estar numa comunidade rural do Montana a dar milho às pombas mas  sem solução para a bancarrota iminente, definham.

O que a Igualdade (do dizer, do fazer) faz aos Homens!

 

Meu Caro, M.C., a vida é isto mesmo! Nas Lajes, como em Lisboa, ou em Paris.

 



publicado por monge silésio às 13:57
Domingo, 20 de Janeiro de 2013

...nas pedras do Jerónimos:


art. 1º "Portugal é um Estado Soberano, tolerante com pensamentos, religiões, crenças e opiniões, promovendo a dignidade de cada ser humano, a defesa da sua propriedade e sua liberdade"


art. 2º "O Estado deve promover as ações necessárias ao desenvolvimento de acordo com a receita da tributação e só com base nela"



publicado por monge silésio às 13:36
Sábado, 19 de Janeiro de 2013

1.- ...só se estiver possuído pela falta de critério de são julgar, e de uma rica e mantida crosta de ... ignorância.

 

2.- Para nosso mal, a populaça adoptou até à nausea esta “linguagem de meia-de-leite e torrada” (outrora existente repetida mas agora "em dieta"(sic)), primitiva e estúpida, e começa a bufar o “neo-liberalismo” e os “neo-liberais”, sobretudo os do Governo e arredores... Está bem que ali há muito menino sem vida para contar...

 

3.- Esta gente que se vai aturando tem palco montado, seja na "Net" seja na "TV" , ou na pequena tertúlia que a horas acontece.

 

4.- "Neo"-coisos e coisismo a que chamam liberalismo, e coisas tolas advindas ou de um Ensino fraco, ou de desperdício de tempo verberam por tudo e por nada: "você é neo-"coiso", ai, R.... diz lá ...como se diz? ...Liberal...isso", dizem-me até à exaustão. Como até à exaustão vive a cambada pedinchola de uma "desejosa boa notícia".

 

5. Episódios deste calibre são semanais. Zero na lembrança. Porém, o que me espantou a horas recentes  foi um sujeito, ex-governador, ex-autarca, empresário insolvente, devedor impenitente, adorador do "business" e do "ordenamento ambiental", explorador das terapias escritas em papel, cheio de gel das orelhas às varizes, vir com o cognome para este vosso criado. Não fosse o local, flechas de palavras penetrariam aquela mente gordurosa e otimista (porque tolo, ignorante). É-lhe dado o estatuto admirado de ... empreendedor, homem de palavra, e outros epítetos que uma sociedade civil em três décadas falida por 3 vezes aplaude. É um honrado a papel, com galardões do abjeto mundo das "medalhas, títulos, comendas" lusas.

 

6. As flechas! Aqui vão elas: seria política neo-liberal a que, na iminência da bancarrota e da falência do Estado em que o País se encontrava em Abril de 2011,  a que se tivesse recusado a solicitar a ajuda externa do FMI e da União Europeia, confiando exclusivamente aos mecanismos de mercado a correcção dos gravíssimos desequilíbrios da economia portuguesa ... retirando-se do Estado tarefas que qualquer privado faz de forma imediata sem apelo nem agravo. Ora, não foi o que aconteceu.

 

7. Desequilíbrios que seriam corrigidos tendo por efeito: (i) a perda de rendimento os indivíduos teria sido bem mais rápida e acentuada, (ii) o desemprego já há muito teria ultrapassado os 25% da população activa, (iii) a queda do PIB teria sido abrupta (da ordem dos 15 a 20% em 2011/2012), (iv) os deputados e outro pessoal político teriam passado a deslocar-se de autocarro/metro/motorizada para o seu local de trabalho/descanso, (v) a agitação social teria sido imensa e frenética, com manifestações gigantescas a toda a hora...

 

8. Ora, o que se verificou foi a manutenção dos condes e barões, i.e., autarquias, empresas públicas, e rebuçados e bolachas "cadbury", i.e., saúde e educação, à custa do assalto ao bolso de cada um; o povo sonso ia aplaudindo a "executiva", o "ar condicionado" e as "fundações", não percebendo que o monstro há muito estava diagnosticado; Era o melhor caminho? Para os tolos e otimistas de outrora ...é um novo ai jesus! Mas...será liberal o confisco ao valor do trabalho (propriedade) para pagar juros, rotundas, vielas, páuerpointes, ensino ovino, dói-dói de lamúria e da "baixa", gorjetas a advogados; não , não é?! Então, digam lá...neo-socialismo. Isso! Isto que assistem é pagar, através do valor da sociedade civil, mantendo o Estado na mesma.

 

9. Só que não chega.

 

10. -Ismo disto e daquilo é treta. A treta é a que assistimos, a Constança na lamúria, a empregada da "Diana´s Hairdressers" no ai "birge" santissima, e outra gente igual mais ou menos visível. O que não é treta é o facto de a Europa dos direitos estar a empobrecer necessariamente, a idade aumenta e ... fazer contas. Seja neo seja ... o que for.

 

11. Que se inscreva nos Jerónimos: Ao poder político nacional pouco dinheiro e mínimo serviço ass. a sociedade civil.



publicado por monge silésio às 16:51
Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2013

 

http://www.challenges.fr/economie/20121210.CHA4055/la-banque-de-france-confirme-sa-prevision-de-recession-en-fin-d-annee.html?xtor=RSS-81

 

 

Lembram-se do Mr. Hollande? O tal do crescimento, bla bla bla...; a economia não vai com paleio, nem com xuxiais, ou estado xuxial...; a Europa empobrece...



publicado por monge silésio às 00:27
Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2013

 

 

Confirma-se: o PSD é um saco de gatos onde cabe tudo o que é ideias liberais, socialistas, e mais cá-quer-coisinha; logo ali funciona o cacique, a comadre, e o membro da guilda; ...incrível. É ler, e lê-se com gosto.



publicado por monge silésio às 00:26
Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2013

"...

Não se pode dizer o que se pensa – veja-se o caso de Isabel Jonet - tem de se falar uma espécie de língua de pau porque caso contrário os hipócritas irritam-se. Os hipócritas como não pode deixar de ser são furiosos moralistas: no dia do seu aniversário uma deputada foi apanhada a conduzir alcoolizada e teve a sua cara espalhada pelos jornais; numa festa qualquer umas pessoas fazem um comboio e o seu sorriso torna-se uma ofensa ao país em crise pq é suposto vivermos em ambiente de velório; uma miúda diz que gostava de ter uma mala chanel e causa um escândalo…  Os hipócritas não querem saber do que as pessoas fazem, pensam ou defendem. Os hipócritas vivem de aparências".

 

Daqui http://blasfemias.net/2013/01/14/hipocrisias-2/

 

Eu adiciono à hipocrisia relatada algo muito mais grave: a imbecibilidade.

A autarca que se reformou: critique-se a lei que lhe dá tal direito. Veja-se que contra a lei de 2005 não se levantaram as pulguentas e judiciosas mentes...A deputada que conduziu sob embriaguez: aplica-se o art. 292 do Código Penal, nada mais, ser condutor nada tem a ver com ser deputada. A Jonet disse o que pensava, a Pepa também. E? E? A caridade existe e deve ser praticada, e aqueles que querem algo fazem pela vida para obter...E?Sendo certo que houve alguns artigos de opinião fundados no discurso (e não na pessoa) e de crítica objetiva, o certo é que me bastou ver o FB e algumas caixas de comentários para perceber a que nível a maioria da sociedade civil coloca o debate. Percebe-se que esta sociedade civil eleja quem eleja e os grupelhos eleitos...percebe-se bem. E também se percebe a razão da imprevisibilidade do que está a acontecer na opinião de muitos. Procurem pois ó imbecis coisas que vos façam rir, experiências "novas", e ... deixem quem veja observar e descrever o mundo como ele é e não segundo se deseja. 

 



publicado por monge silésio às 11:44
Domingo, 13 de Janeiro de 2013
 

...a relevância que os "media" dão a esta gente chega a ser preocupante. As massas acéfalas continuam a dar corda a esta gente..

"

Os carreiristas, isto é, os apoiantes de Carlos Carreiras à edilidade de Cascais, excedem-se em críticas ao governo e ao primeiro-ministro. A partidocracia tem coisas destas. O acessório sempre à frente do essencial, a manobrazinha de diversão tomada como fim, o ego de um qualquer fulano - "cidadão", pois claro - sobrepondo-se ao interesse da Cidade, o espertismo vende-mantas e a manha deliberadamente estudada para confundir o eleitorado - "cidadãos, pois claro - tudo compondo o terrífico quadro de um país com uma grossíssima casca de subdesenvolvimento. É evidente que o carreirismo, isto é, o campanário que se vê como mundo, é a moeda de troca que todos pagamos por um regime que nunca soube conciliar o interesse geral com as naturais aspirações microscópicas de "poder" e protagonismo e que agora que se abeira de um fim inglório (quarenta anos perdidos), exibe o manto de misérias que zelosamente ocultou da vista e narinas de um povo enganado e conduzido para o abismo.

Há quem se delicie com a politica, com a intriga e os culebrones da crónica de um tempo para esquecer. Os carreiristas - por sinal membros de uma ignota fundação que dá pelo nome de Sá Carneiro, outro mito - mostram quão impreparada, invertebrada e acéfala é a classe política sem classe alguma que nos tem tiranizado com habilidades. Passos Coelho é o cabeça de turco: ele é que tem culpa, ele é que nos trouxe a este baixio de naufrágio, ele é que conspira contra a felicidade, ele é que vive encarniçado na prática do mal. Do infantilismo à estupidez, tudo cabe na vidinha da micropolítica à portuguesa."

(Nem mais!)


publicado por monge silésio às 15:18
Domingo, 13 de Janeiro de 2013

1.- O relatório FMI diz o óbvio.

 

2.- Qualquer universidade portuguesa que queira dizer a verdade o dirá ... e até com melhor justificação.

 

3.- Ninguém deseja, pois não. Mas, não é de desejos que se trata. É o de saber se conseguiremos ser uma sociedade civil com identidade e que saiba custear o que é oferecido.



publicado por monge silésio às 14:44
 
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