Sexta-feira, 23 de Março de 2012

1. O PSD, que já foi PPD, vai realizar o 34º Congresso em 36 anos de democracia.

 

2. O PSD, que já teve a cartilha marxista no seu ideário, vai mostrar o que é: um partido de gestão de interesses, paroquial, e de uma vaguidade ideológica confrangedora e só explicável num reino de iliteracia ideológica.

 

3. O PSD, que se diz social-democrata, vai dar um excelente motivo para os portugueses bocejarem.

 

4. O PSD vai reunir a sua forte linha de tiranetes locais e é vê-los a desfilar quase na meta do seu auge de “carreira”.

 

5. O PSD nunca mostrou uma linha coerente, ora é mais-ou-menos liberal ora mais-ao-menos-social-cálquer-coisinha.

 

6. O PSD reúne os cromos mais incoerentes de toda a classe política dos últimos 20 anos. O último representante da incoerência do político profissional é Eduardo Catroga, o seu negociador do necessário auxílio internacional e agora na dependente EDP.

 

7. O PSD tem uns mitos, como Sá Carneiro, outra “alma pater” da incoerência (ora, discursava como um demo-cristão, ora demo-social, ora imitava os escandinavos num país indisciplinado e material e espiritualmente pobre), ou …Cavaco Silva que a função pública muito deve, o homem que nos obriga a andar de carro, e não ter pescas, apesar do seu gosto pelo mar.

 

8. O PSD tem uma oportunidade única de se livrar do complexo de Édipo. Matar o papá, ter ideias firmes, profundas, e escorraçar os interesseiros que há 20 anos mendigam no partido e se servem do mesmo.



publicado por monge silésio às 01:03
Sábado, 17 de Março de 2012
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...Tem aparecido em nossos dias uma classe particular de livros e artigos que sincera e solenemente penso que possa ser chamada a mais idiota que os homens já conheceram.
 
São livros mais selvagens que os romances mais selvagens de cavalaria e mais enfadonhos do que o mais enfadonho tratado religioso. Ademais, os romances de cavalaria eram pelo menos sobre cavalaria; os tratados religiosos sobre religião. Mas esses livros são sobre nada; são sobre o que é chamado de Sucesso. Em qualquer livraria, em qualquer revista, são encontradas obras  que dizem ao povo como ter sucesso. São livros mostrando aos homens como obter sucesso em tudo;
 
Que uma coisa seja bem sucedida apenas significa que ela é; um milionário é bem sucedido em ser milionário e um asno é bem sucedido em ser um asno. Qualquer vivente é bem sucedido em viver; qualquer falecido pode ter sido bem sucedido no suicídio. (...)
 
Ninguém ousaria publicar um livro sobre eletricidade que não dissesse literalmente nada sobre eletricidade; ninguém ousaria publicar um artigo sobre botânica que demonstrasse que o autor não sabe qual extremidade de uma planta cresce debaixo da terra. Todavia, nosso mundo moderno está cheio de livros sobre Sucesso e pessoas bem sucedidas que não contêm literalmente nenhuma idéia e dificilmente algum sentido verbal.

É perfeitamente óbvio que em qualquer ocupação decente (tal como assentar tijolos e escrever livros) há somente dois modos (em qualquer sentido especial) de obter sucesso. Um deles é fazer um trabalho muito bom, o outro é fazer batota.
Ambos são muito simples e não exigem nenhuma explicação literária.
Cem anos atrás, tínhamos o ideal do Aprendiz Diligente; era ensinado aos garotos que com parcimónia e trabalho eles todos se tornariam Lord Mayors. Isso era falacioso, mas era viril, e continha um mínimo de verdade moral. Na nossa sociedade, temperança não evitará que um pobre enriqueça, mas pode ajudá-lo a se respeitar. Trabalho duro não o fará um homem rico, mas fá-lo-á um bom trabalhador. O Aprendiz Diligente sobe por meio de poucas e limitadas virtudes, mas ainda assim virtudes..."


publicado por monge silésio às 23:28
 
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